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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Empresa dos EUA transforma plástico em Petróleo

Em feira na França, companhia de Oregon apresentou tecnologia que consegue fazer com que 75% do peso original do plástico vire petróleo

Jon Angin, vice-presidente da Agilyx, durante o Salão do Meio Ambiente, em Lyon, em 27 de novembro

 Jon Angin, vice-presidente da Agilyx, durante o Salão do Meio Ambiente, em Lyon, em 27 de novembro (Philippe Merle/AFP/AFP)
 
Um tipo inédito de reciclagem que converte plástico velho em petróleo de boa qualidade foi apresentado por uma empresa americana presente no Salão Internacional dos Equipamentos, das Tecnologias e dos Serviços do Ambiente (Pollutec), que começou no dia 27 e e termina amanhã (30) em Lyon, na França.

A técnica da Agilyx, empresa criada no estado de Oregon há apenas seis anos, permite tratar qualquer plástico, inclusive o mais velho e o mais sujo, de acordo com Jon Angin, vice-presidente da empresa. "O que nos interessa não são os plásticos que são reciclados hoje em dia, mas os plásticos que ninguém quer e que costumam acabar no lixo", afirmou o executivo, que foi ao salão de Lyon.

Na primeira etapa do processo, o plástico é triturado. Depois, ele é colocado em um grande "cartucho", aquecido para se transformar em gás. Ele então volta a ser resfriado na água.

O petróleo resultante é separado ao emergir à superfície. Ao final do processo, mais de 75% do peso original é transformado em petróleo cru, pronto para ser refinado como qualquer outro tipo dessa substância. O resto da matéria fica dividido em gás e outros resíduos (menos de 10%).

A empresa consegue converter por dia até 10 toneladas de plástico – cuja produção mundial foi de 280 milhões de toneladas em 2011 –, que resultam em 50 barris de petróleo, já descontando cerca de 10 barris de energia utilizados no processo industrial.

A tecnologia parece ter convencido investidores no setor. A Agilyx atraiu para seu capital o líder americano dos resíduos Waste Management e o gigante petroleiro francês Total.

Viabilidade – Não é preciso que o barril de petróleo esteja acima do valor atual para que a tecnologia seja economicamente interessante. "Com a cotação atual do petróleo (em média a US$ 100 o barril), a Agilyx já é rentável", ressalta François Badoual, diretor da Total Energy Ventures, filial de investimentos do grupo francês que entrou no capital da firma americana no final de 2010. Angin prefere não falar do preço mínimo do barril necessário para que a empresa seja viável. "Estamos muito tranquilos, o preço do petróleo não vai cair abaixo do nível atual", assegura.

O petróleo originado do plástico não deve nada em termos de qualidade ao que é extraído por outros métodos no mundo – o plástico já é um produto do petróleo refinado e não tem muitas impurezas. "É um petróleo de boa qualidade que poderíamos classificar de leve, muitas vezes buscado pelas refinarias", afirma Badoual. Segundo a a Agilyx, trata-se de um petróleo que pode ser utilizado por produtores de gasolina, diesel e combustível de jato.

Como Funciona:



 Transformar plástico em combustível

Fonte: http://veja.abril.com.br

Desenvolvimento de Campos: ANP revê planos de exploração das principais áreas produtoras do país

        Petróleo & Energia, Plataforma de rebombeio autônoma (PRA-1) atua na Bacia de Campos
Plataforma de rebombeio autônoma (PRA-1) atua na Bacia de Campos
Já se foi o tempo em que as petroleiras tinham livre arbítrio para rever os planos de desenvolvimento (PD) de seus campos produtores de óleo e gás, em terra e mar, para instalar novos equipamentos, perfurar novos poços até mesmo, em casos extremos na área offshore, incorporar uma nova unidade de produção. Nos últimos cinco anos os planos de desenvolvimento de pelo menos nove ativos de produção offshore no país foram revistos: Ostra, Abalone e Argonauta (Parque das Conchas), Polvo, Marlim Leste, Peregrino, Marlim Sul e Roncador, todos na Bacia de Campos, além de Manati, em águas rasas da bacia de Camamu. E no momento estão sendo revistos pela ANP os planos de desenvolvimento dos campos de Marlim, Marlim Leste (segunda revisão em menos de três anos), Albacora, Albacora Leste, todos na Bacia de Campos, e também do campo de Carmópolis, na Bacia de Sergipe.
Juntos, estes campos somam perto de 1,3 milhões de barris dia de óleo equivalente (boe) – abrange a produção diária de petróleo, condensado e gás natural. Ou seja: quase a metade da produção nacional de hidrocarbonetos, que em abril, segundo boletim da ANP, foi de 2,66 milhões de boe/dia.
Petróleo & Energia, Gutman: revisão acompanha os avanços tecnológicos do setor
Gutman: revisão acompanha os avanços tecnológicos do setor
A revisão dos PDs passou a ser prevista após a quebra do monopólio, como parte dos contratos de concessão, embora não tenha sido mencionada na rodada zero da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 1998. Apenas em 1999, na primeira rodada de licitações, a quinta cláusula dos contratos passou a prever a revisão dos planos de desenvolvimento aprovados pela ANP no caso de uma nova descoberta ou de declaração de comercialidade.
Em maio de 2000, a revisão foi instituída definitivamente, além do contrato, pela Portaria 90 da ANP, que estabeleceu o regulamento técnico do plano de desenvolvimento, alinhada com o disposto na Lei nº 9.478, a chamada Lei do Petróleo, de 6 de agosto de 1997.
Além de necessária sempre que houver nova descoberta ou declaração de comercialidade, a revisão visa assegurar o atendimento pleno à legislação, inclusive em termos ambientais, a manutenção ou otimização da produção e ainda garantir a exploração sustentável do campo. “Existe uma série de condições que enseja a revisão de um PD, que pode ser deflagrada tanto pela ANP como pelos concessionários. Entre elas, a alteração na malha de drenagem, acréscimo (novas descobertas) ou redução de número de reservatórios produtores, inclusão de métodos de recuperação melhorada, aumento ou redução da quantidade de instalações produtoras, entre várias outras”, pontua o diretor da ANP, José Gutman, responsável pela superintendência de Desenvolvimento e Produção.
Questionado se parte das revisões realizadas nos últimos anos se deve à queda da eficiência operacional da Bacia de Campos, e, consequentemente, redução da produção, Gutman responde que se trata de uma decisão técnica. “As revisões dos planos de desenvolvimento são situações comuns, já que o conhecimento do campo avança com o tempo, à medida que são adquiridas novas informações oriundas de perfuração de poços, aquisição de dados de produção, estudos geológicos, levantamentos sísmicos etc.”, frisa.
Ele observa que o declínio da produção é um fenômeno natural, observado em qualquer campo de petróleo. “Assim, é no âmbito da análise do PD que a ANP avalia a necessidade de introduzir novos investimentos e/ou estudos, de modo a ensejar a otimização da recuperação dos reservatórios dentro do período contratual”, complementa Gutman.
É nesse contexto que a agência determina algumas ações, que podem variar desde a perfuração de poços de avaliação, poços produtores e injetores, aumento do volume de injeção e até apresentação de estudo para instalação de nova plataforma.
Petróleo & Energia, A plataforma FPSO P-37 opera na área de Marlim
A plataforma FPSO P-37 opera na área de Marlim
Campos produtores – Das nove revisões realizadas até agora, destacam-se as de alguns dos maiores produtores do país, incluindo o campeão Marlim Sul, com 290 mil boe/dia em abril desse ano, e Roncador, com 261 boe/dia, que ocupa a segunda posição, depois de ter liderado este ranking por anos. Junto com Marlim Leste (128 boe/dia) e Peregrino (76 boe/dia), esses quatro campos que tiveram seus planos revisados respondem por mais de 42% da produção atual total da Bacia de Campos. O que denota a importância dos ativos que estão no foco dessas ações.
Mas as petroleiras que operam esses ativos não se manifestam sobre o assunto, nem mesmo comentam o quanto essa revisão pode elevar os investimentos previstos para o projeto.
Parque das Conchas – As primeiras revisões ocorreram em 2009, foram cinco no total. Foram revistos os planos de desenvolvimento dos campos de Ostra, Abalone e Argonauta (sendo dois reservatórios, B Oeste, ou BO, e O Norte, ou ON), no Parque das Conchas, operado pela anglo-holandesa Shell, com 50% de participação, além da Petrobras 35%, e ONGC 15%.
Projeto emblemático da Shell no Brasil, localizado no antigo BC-10, em profundidades médias de 1.700 metros, o Parque das Conchas é considerado pela multinacional como “um marco no desenvolvimento e na comercialização de óleo pesado, nas operações offshore do Brasil”.
Com uma produção atual em torno de 50 mil barris/dia, realizada pelo FPSO Espírito Santo, unidade flutuante de produção, estocagem e transferência, com capacidade para processar 100 mil barris/dia de petróleo, o Parque das Conchas foi o primeiro do país em que todos os campos são desenvolvidos com base no sistema de separação e bombeio submarinos de petróleo e gás.
A Shell está executando a Fase 2 do projeto, que envolve a perfuração e completação de 11 novos poços e inclui a área de Argonauta ON. A operadora também investiu US$ 14 milhões em um sistema de aquisição de dados sísmicos 4D, capaz de medir e monitorar as mudanças nas condições dos reservatórios e fornecer informações mais detalhadas durante os trabalhos de perfuração.
Marlim Leste – Em setembro de 2009, o campo gigante de Marlim Leste, um dos ativos da Petrobras no chamado complexo Marlim, também teve seu plano de desenvolvimento revisto, quase 22 anos depois de sua descoberta, no início 1987. O ativo está em águas de profundidade entre 780 a 2.000 m, a leste do campo de Marlim e ao norte de Marlim Sul, teve sua área acrescida em 2006, quando passou de 332,4 km2 para 457,7 km2, devido à anexação de novas acumulações. Fato que, por si só, já demandaria uma revisão do PD.
Sexto maior produtor de petróleo do país (115 mil barris/dia pelo boletim da ANP de abril deste ano) e 13º no ranking de produção de gás natural (2 milhões de metros cúbicos/dia), Marlim Leste figura também como o sexto maior no ranking geral. Ou seja: um ativo importante para a Petrobras atingir suas metas.
O plano revisado em 2009 previa a perfuração de 41 poços, distribuídos por três módulos: os dois primeiros, relacionados à P-53, que começou a produzir no final de 2008, previa um total de 19 poços produtores e 12 injetores. O terceiro módulo, referente à Fase II, com o FPSO Cidade de Niterói, completando o sistema definitivo deste campo, previa nove poços produtores de óleo e um de gás natural. A entrada em produção ocorreu em 2009, quando houve a revisão.
No entanto, já está na pauta da ANP a nova revisão. Talvez para aferir como foram equacionadas algumas questões, que eram apontadas em 2009 como “possíveis impedimentos para o escoamento da produção”. No módulo I, havia riscos de obstrução de algumas linhas com parafinas, por conta da baixa temperatura de início do aparecimento de cristais de parafina (TIAC), de 15°C em alguns óleos. O que demandava o uso de linhas com isolamento térmico.
Na fase 2 desse mesmo módulo, previa-se a necessidade de isolamento térmico em todas as linhas de fluxo. Com a utilização do sistema pipe-in-pipe com aquecimento entre o manifold submarino de produção e a P-53, seria possível mitigar não apenas o problema das parafinas, como também o de hidratos.
Também foi considerada a possibilidade de ocorrer incrustações de sulfatos de bário e estrôncio nos poços do Módulo I, razão pela qual a P-53 deveria ganhar uma unidade de dessulfatação para tratamento da água do mar destinada aos poços injetores. No Módulo II, as ações preventivas visavam à inibição de possíveis incrustações de carbonato de cálcio.
Petróleo & Energia, Plataforma fixa Polvo A já perfurou mais de 20 poços nesse campo
Plataforma fixa Polvo A já perfurou mais de 20 poços nesse campo
Polvo – Em novembro de 2009, foi aprovado o PD revisto do campo de Polvo, então operado pela norte-americana Devon. O campo esteve posteriormente sob o controle da inglesa BP que, pressionada pelos prejuízos crescentes provocados pelo acidente no Golfo do México, em 2010 (uma conta que nunca fecha), vem se desfazendo de ativos. Sua participação de 60% foi vendida à brasileira HRT em 2013. Os outros 40% de Polvo pertencem à dinamarquesa Maersk.
A revisão era necessária uma vez que a área do campo passou de 70,6 km² para 134,19 km² com a anexação de novas descobertas, incluindo a acumulação denominada de Guarajuba, descoberta pela Petrobras em 1994, e as duas feitas pela Devon, em 2001 e 2004. Segundo o plano revisto, as operações de perfuração continuarão a ser feitas por meio da plataforma fixa Polvo A, totalizando com os já perfurados, 20 poços produtores e 1 injetor de água, além de um poço de extensão na área do DEV-9. Outros poços poderão ser perfurados nesta área, a depender dos resultados obtidos: todos eles serão horizontais e terão completações semelhantes.
A HRT aposta no potencial de Polvo, que teria reservas ainda inexploradas, e acredita que é possível reduzir os custos de produção do petróleo pesado, de 18° a 23° API. Com a revisão, a empresa prevê a perfuração de mais dois poços na área, o primeiro deles ainda este ano. Os custos, que seriam compartilhados também com a norueguesa BW Offshore, agora terão de ser integralizados pelas duas sócias: a norueguesa, dona da plataforma FPSO Polvo, desistiu de comprar metade da participação da HRT (30%), mantendo porém o contrato de afretamento, que vai até 2015 e é renovável por mais sete anos.
Peregrino – Depois de dois anos, em março de 2011, uma nova revisão foi aprovada pela ANP. Desta vez de um ativo operado pela petroleira norueguesa Statoil. Essa revisão se deveu, em parte, em razão de novas descobertas realizadas na área, que teve participação da Anadarko até 2008, quando a parceira Statoil adquiriu o controle total do ativo. Hoje, 40% pertencem à chinesa Sinochem.
O sistema é integrado por duas plataformas fixas e um FPSO com capacidade de processamento de 100 mil bbl/dia de óleo, 350 mil bbl/dia de líquidos e 200 mil m3/dia de gás (utilizado na geração de energia da planta). As duas plataformas são equipadas com sondas permanentes, adequadas para realizar os serviços de perfuração ou intervenção em qualquer poço.
De acordo com o plano revisto há três anos, todos os poços (37, dos quais sete injetores) deveriam ser equipados com dispositivo para exclusão de areia. O plano revisto previa também a separação trifásica auxiliada por aquecimento, com uso de separadores eletrostáticos.
O campo, que começou a produzir em abril de 2011 deverá se manter ativo até 2034, quando se encerra o período de concessão. Os risers de produção instalados no leito marinho são aquecidos com água quente para permitir o fluxo do óleo com mais facilidade.
A Fase II, de desenvolvimento da “Área Sudoeste”, foi projetada com base nos resultados obtidos na avaliação, e previa a perfuração de dois poços. A Fase III poderá contemplar poços adicionais com objetivo de aumentar o fator de recuperação e/ou produzir recursos adicionais na “Área Norte” ou na “Área Isolada”.
Descoberto em 2004, o campo vem tendo um desempenho excepcional, sob o comando da norueguesa, que se mostrou capaz de administrar um ativo de tal porte, e de óleo pesado, sem nenhum problema. Tanto que Peregrino, único ativo em produção da Statoil, já a posiciona entre os três maiores operadores do país, ao lado de Petrobras e Shell. E já ultrapassou a anglo-holandesa em alguns momentos. No ano passado, a norueguesa comemorou 50 milhões de barris de óleo pesado produzidos no país.
Manati – Em junho de 2012, foi a vez do campo de Manati, em águas rasas, na bacia de Camamu, na costa do Nordeste brasileiro. O campo, descoberto em outubro de 2000, teve a comercialidade declarada em 2002 e apresentou o primeiro plano de desenvolvimento em 2003, aprovado no ano seguinte.
Um dos maiores campos de gás não-associado do Brasil, respondendo por cerca de 40% das reservas de gás natural da Bahia quando iniciou produção, em 2007, Manati é operado pela Petrobras, que detém 35% de participação, associada à Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), com 45%, sendo os demais 20% divididos igualmente entre a Brasoil e Rio das Contas (comprada pela Geopark).
Em 2009, foi solicitada autorização para implantação de projeto de oferta adicional de gás, que permitiria aumentar a produção para 8 milhões de m³/dia, provocando a revisão do PD em 2012. De acordo com o plano revisto, o campo tem elevada capacidade de entrega e produção consistente de gás natural seco, características operacionais que asseguram baixos custos e elevado retorno. “O desenvolvimento adicional desta área, previsto para 2014, envolverá a instalação de equipamentos de compressão e mais um poço deve ser perfurado em 2015 para extrair as reservas restantes”, prevê o plano revisado.
Campeões na mira – No ano passado, a Petrobras teve revisto o plano de desenvolvimento de seus dois maiores produtores de petróleo e gás do país: Roncador e Marlim Sul. O de Roncador foi o primeiro a ser aprovado, no dia 7 de janeiro de 2013. O campo descoberto em 1996, com quase 400 km² de área, em profundidades que variam de 1.500 a 1.900 metros, tem cinco reservatórios, com óleo de diferentes graus API, e quase 100 poços perfurados. Novas descobertas foram registradas nos quatro anos seguintes. Em 2001-2002, ganhou o primeiro piloto e, no mesmo período, acabou perdendo sua plataforma de produção, a P-36, que afundou após uma explosão em um dos pilares de sustentação.
A Petrobras refez sua estratégia de desenvolvimento do campo, dividindo-a em quatro módulos, que hoje estão sendo concluídos, com a entrada em operação da P-55 (módulo 3), na virada do ano, e da P-62, prevista para este ano.
De acordo com o plano revisto, o escoamento da produção de óleo da P-62 será realizado por meio de navio aliviador, enquanto o gás será transportado por um gasoduto rígido de 12” (diâmetro nominal), de aproximadamente 40 km de comprimento, e trechos de linhas flexíveis de 9” e 11,13” (diâmetros internos), que interligarão o gasoduto rígido à P-62.
Em outubro do ano passado, passou pelo crivo da ANP o novo plano de desenvolvimento de Marlim Sul, que foi negociado na rodada zero. Descoberto em 1994, na área já foram perfurados (até então) 17 poços exploratórios, 84 pilotos e 78 horizontais (produtores e injetores). O desenvolvimento de Marlim Sul está sendo executado em quatro módulos de produção, dos quais três já se encontram implantados. O quarto módulo ainda está sendo estudado, por se tratar de um “projeto pioneiro de produção de óleo extraviscoso em águas ultraprofundas”, conforme está destacado no documento aprovado pela ANP.
Há quatro unidades de produção no campo – as semissubmersíveis P-40, P-51 e P-56, e o FPSO Marlim Sul– , além de ter um par de poços produtores injetores interligados nas unidades P-26 e P-37, do campo vizinho, Marlim. O FSO P-38 (Floating, Storage and Offloading, uma unidade flutuante de armazenamento e escoamento) recebe o óleo produzido na P-40.
Além de transferência por navio aliviador, o sistema de escoamento de óleo de Marlim Sul é composto de dutos de exportação que conduzem parte do óleo produzido para outras unidades, principalmente a Plataforma de Rebombeio Autônoma (PRA-1), distante aproximadamente 50 km das plataformas de produção.
A PRA integra um dos mais importantes sistemas logísticos da Bacia de Campos: o Plano Diretor de Escoamento e Tratamento (PDET), responsável pelo escoamento de parte do petróleo produzido pelos campos de Roncador, Marlim Leste e Marlim Sul. Na PRA-1, as diversas correntes de óleo são misturadas e exportadas para instalações terrestres por navios aliviadores por meio de monoboias e um FSO.
Sob o crivo da ANP estão agora os planos de desenvolvimento de Marlim, Marlim Leste (mais uma vez!), Albacora, Albacora Leste, todos na Bacia de Campos e entre os 20 maiores produtores do país. Também está sendo revisado o plano de desenvolvimento do mais antigo e profícuo campo da Petrobras: Carmópolis, na bacia terrestre de Sergipe. Foi descoberto há mais de 50 anos, constituindo a maior acumulação terrestre do país em volume original de óleo (in place), com 1,7 bilhão de barris.
O campo maduro passou por um processo de revitalização, respondendo hoje por uma produção diária em torno de 20 mil barris, mediante a aplicação de modernas soluções tecnológicas destinadas à recuperação da produção do campo. O que sinaliza que a prática da revisão se aplicará até mesmo aos casos bem sucedidos. Portanto, nada mais é definitivo, muito menos os planos de desenvolvimento.
Fonte: http://www.petroleoenergia.com.br

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O campo magnético da Terra pode se inverter dentro de 100 anos

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O campo magnético da Terra muda constantemente, e a cada 200.000 ou 300.000 anos, o norte e o sul invertem completamente. Atualmente estamos atrasados para uma dessas alterações – e cientistas agora dizem que ela pode acontecer em questão de 100 anos, mudando completamente a vida no nosso planeta de maneiras inesperadas.

Por muito tempo imaginou-se que essas inversões demoravam até 7.000 anos para se completarem, como diz um estudo de 2004 financiado pela National Science Foundation. Mas ao longo dos últimos anos outros cientistas sugeriram que as mudanças ocorrem a velocidades anteriormente não imaginadas. E um novo estudo publicado no Geophysical Journal International por uma equipe de cientistas da Europa e dos EUA dá mais detalhes sobre essas mudanças rápidas – sugerindo que a última alteração em 180 graus demorou apenas 100 anos.
Como eles percebem as mudanças no campo magnético que datam de centenas de milhares de anos atrás? Ao testar camadas de cinzas depositadas por erupções vulcânicas ao longo de 10.000 anos, encontradas em um leito de lago próximo a Roma. De acordo com um release da Universidade de Berkeley, as direções do campo magnético estão "congeladas" nessas camadas de cinzas, o que pode ser datado de forma confiável para saber quando as conversões ocorreram e quanto tempo levou para elas completarem. "Não sabemos se a próxima inversão vai ocorrer de repente, como foi esta, mas também não sabemos se ela não vai" disse Paul Renne, um dos autores do estudo.

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Esse mapa mostra como, começando a cerca de 789.000 anos atrás, o polo norte que vagava ao redor da Antártida havia milhares de anos mudou para a orientação que conhecemos hoje, com o polo em algum lugar do Ártico. 
Sabemos há bastante tempo que o campo magnético da Terra está mudando. Sabemos, por exemplo, que o Polo Norte se moveu quase 900 quilômetros nos últimos 200 anos. Também sabemos que, como observado por três satélites da Agência Espacial Europeia, o campo magnético da Terra está ficando mais fraco em alguns pontos e mais forte em outros. Também sabemos que as correntes de mudanças já forçaram algumas alterações no mundo humano: aeroportos que nomeiam suas pistas de acordo com direções de bússolas foram obrigados a alterar o nome por causa disso.
Então não é surpreendente que a alteração completa seja iminente. O estudo sugere como isso pode afetar a forma como vivemos na Terra. Um campo enfraquecido pode, por exemplo, significar menos proteção para humanos contra raios perigosos que causam câncer, o que significa que a taxa de câncer pode crescer. E o impacto infraestrutural de um campo alterado pode também causar problemas no grid de eletricidade e em outros sistemas sensíveis.
Para nós, humanos de vida curta, essas mudanças são normalmente impensáveis geologicamente. É fascinante aprender que, apesar de provavelmente não testemunharmos uma alteração dessa magnitude, outros da nossa espécie poderão passar por ela.

Matéria original está no UC Berkeley News Center
Gizmodo - 17/10/2014 - Kelsey Campbell-Dollaghan


Fonte: http://geofisicabrasil.com

Reaproveitamento de gás combustível gera economia milionária para a Petrobras

Reaproveitamento de gás combustível gera economia milionária para a Petrobras
Divulgação Petrobras Divulgação Petrobras

A Petrobras implementou, em setembro deste ano, um novo sistema de controle que permite o reaproveitamento de gás combustível na Refinaria de Paulínia (Replan) e que irá gerar uma economia de aproximadamente R$ 3,3 milhões por ano para a companhia. A melhoria consiste no aproveitamento do gás proveniente das Unidades de Hidrotratamento da refinaria.
No sistema de controle anterior, quando havia excesso de gás enviado para Unidade Recuperadora de Hidrogênio (URH), este excedente era queimado no sistema de tocha.
Com o início desta nova estratégia, quando o sistema da URH começa a perceber elevação da quantidade de gás, parte do gás de uma das Unidades de Hidrotratamento é desviada para o sistema de gás combustível da refinaria, prevenindo pressão elevada na entrada da unidade e eliminando o envio de gás para o sistema de tocha.
A nova estratégia de controle permite que 15.500 metros cúbicos por dia sejam disponibilizados para geração de energia. Este ganho equivale ao consumo de gás natural de 25 mil residências (média de 11 m³/mês por residência).
A Petrobras implementou, em setembro deste ano, um novo sistema de controle que permite o reaproveitamento de gás combustível na Refinaria de Paulínia (Replan) e que irá gerar uma economia de aproximadamente R$ 3,3 milhões por ano para a companhia.
A melhoria consiste no aproveitamento do gás proveniente das Unidades de Hidrotratamento da refinaria.
No sistema de controle anterior, quando havia excesso de gás enviado para Unidade Recuperadora de Hidrogênio (URH), este excedente era queimado no sistema de tocha.
Com o início desta nova estratégia, quando o sistema da URH começa a perceber elevação da quantidade de gás, parte do gás de uma das Unidades de Hidrotratamento é desviada para o sistema de gás combustível da refinaria, prevenindo pressão elevada na entrada da unidade e eliminando o envio de gás para o sistema de tocha.
A nova estratégia de controle permite que 15.500 metros cúbicos por dia sejam disponibilizados para geração de energia.
Este ganho equivale ao consumo de gás natural de 25 mil residências (média de 11 m³/mês por residência).


Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br

sábado, 8 de novembro de 2014

'Cinturão Dourado' do México pode viver novo boom do petróleo

Mais de um século atrás, um californiano empreendedor descobriu petróleo perto da cidade portuária de Tampico, no Golfo do México. Foi a primeira de muitas descobertas que deram à área o nome de "Cinturão Dourado" e transformaram o México num dos principais produtores mundiais de petróleo.
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Agora, o berço da indústria petrolífera mexicana deve dar início a um novo boom do petróleo, já que o governo do presidente Enrique Peña Nieto abriu a exploração e produção a empresas privadas, pondo fim a mais de sete décadas de monopólio estatal.
Embora o maior impulso para a produção petrolífera do país provavelmente venha das águas profundas no Golfo do México, esses campos podem demorar até dez anos para começar a produzir. Bem antes disso, espera-se que a produção suba nos campos terrestres mais maduros da região de Tampico, que no passado atraiu o famoso monopólio americano da Standard Oil Co.
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"Um boom está vindo por aí", diz Joel Vázquez, que dirige a DCM, uma empresa de perfuração com sedes no México e no Canadá. "Não se passa uma semana sem uma petrolífera nos contatar, interessada em fazer uma joint venture ou em investir aqui."
Nas próximas semanas, o governo do México planeja revelar os termos dos primeiros leilões de blocos de exploração petrolífera sob a nova lei de energia. A licitação, prevista para o ano que vem, deve atrair muito interesse tanto de grandes como de pequenas empresas. Dos 169 blocos sendo ofertados, 47 se encontram num raio de 110 quilômetros de Tampico.
Muitos campos mais antigos vão exigir novas tecnologias — como a perfuração horizontal e o fraturamento hidráulico — para elevar o volume de petróleo recuperado. Mas esses campos têm pouco interesse para a estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), que não possui essas tecnologias.
"Sabemos que há muito potencial aqui, mas, para a Pemex, aumentar a produção nesses poços não era economicamente viável", disse a vice-ministra da Energia, Lourdes Melgar.
Grandes petrolíferas, incluindo a BP e a Royal Dutch Shell devem se concentrar nos campos de águas profundas, enquanto a exploração dos campos já maduros vai ficar, na maior parte, com empresas menores.
A canadense Pacific Rubiales Energy Corp. , que vem sendo bem-sucedida na Colômbia, informou que reservou US$ 1 bilhão para investir no México, possivelmente em campos maduros. A nova empresa mexicana Sierra Oil & Gas SRL recebeu US$ 525 milhões em compromissos de investimento e pretende priorizar a exploração em águas rasas e campos terrestres maduros.
A maioria dos 2,4 milhões de barris de petróleo bruto que a Pemex produz por dia vem de depósitos no sul do Golfo do México. A região norte, que inclui reservas próximas a Tampico, gera uns 129 mil barris por dia.
Esses campos maduros, juntamente com as águas rasas do Golfo e os campos terrestres no Estado de Tabasco, no sudeste do país, deverão contribuir com a maior parte do estimado aumento de 500 mil barris diários na produção entre hoje e 2018, de acordo com Melgar.
A DCM, uma joint venture entre o Grupo Diavaz, do México, e a canadense CanElson Drilling Inc., está encarregada da perfuração do campo de Ébano, uma área de florestas cercadas por pântanos. O campo, a 70 quilômetros a oeste de Tampico, foi também o local onde o primeiro poço de petróleo do país foi perfurado, em 1901, pelo fundador da Mexican Petroleum Corp., Edward Doheny.
Até o momento, as empresas foram limitadas pela lei mexicana a receber pagamentos da Pemex pela prestação de serviços como a perfuração e a manutenção de poços.
Sob a nova lei, a Pemex está trabalhando para transformar os contratos de prestação de serviços em acordos mais rentáveis de compartilhamento da produção, na esperança de atrair investimentos e ampliar a perfuração. Vázquez, da DCM, prevê que a produção no Ébano vai aumentar ao longo dos próximos cinco anos dos atuais 11 mil barris diários para cerca de 40 mil.
Empresas como a DCM poderiam futuramente concorrer a pequenos blocos. "Seremos capazes de trabalhar como prestadoras de serviços para grandes petrolíferas privadas e, ao mesmo tempo, concorrer com elas", diz Vázquez.
Alejandro Carrasco, um engenheiro da DCM, parou recentemente sua caminhonete numa estrada de terra do campo de Ébano e apontou para as duas sondas de perfuração que se destacavam no horizonte. "A ideia é transformar isto aqui num mar de sondas", disse.
O governo aposta que abrir o setor petrolífero pode ser a chave para repetir o sucesso do boom das formações de xisto nos Estados Unidos.
A área em torno de Tampico faz parte de um longo trecho de terra, nos Estados de Tamaulipas e Veracruz, que o Ministério da Energia estima conter até 35 bilhões de barris de petróleo equivalente, incluindo alguns dos maiores depósitos de petróleo de xisto do país. A Administração de Informações sobre Energia dos EUA calcula que o México tenha a oitava maior reserva mundial de petróleo de xisto.
Não que isso signifique que extrair o petróleo será fácil.
Chicontepec, uma bacia geológica de difícil extração, a 200 quilômetros ao sul de Tampico, produziu apenas 47 mil barris diários em setembro. A Pemex tinha como meta 600 mil barris diários para este ano.
"Esses são campos petrolíferos muito complicados, que em alguns casos podem ter menos petróleo do que o previsto ou até mesmo impossível de ser extraído", diz o consultor Antonio Juárez, que já ocupou um cargo no Ministério da Energia.
Jorge Piñón, ex-diretor superintendente da petrolífera Amoco para a América Latina, diz que problemas relativos à infraestrutura, aos lençóis de água e à mão de obra qualificada aumentam as dificuldades.
Há também preocupações com a segurança.
As disputas pelo comando do tráfico de drogas entre os Zetas e o Cartel do Golfo têm levado à violência. Sequestros, extorsão e roubo de combustível são uma preocupação frequente. Depois das 23h todo o movimento cessa nas ruas de Tampico, onde, antes de sair de casa, as pessoas costumam consultar páginas locais do Facebook para ver alertas sobre tiroteios. A sede da DCM fica num prédio cinza discreto, com vidros escuros e nenhuma placa externa anunciando a presença da empresa.
Mas Vázquez, da DCM, diz que isso não o desencoraja.
"Não é fácil operar aqui", diz. "Mas há uma coisa que vai convencer todos nós: o dinheiro. Aqui você pode ganhar muito dinheiro."
The Wall Street Journal - 06/11/2014 - Por JUAN MONTES, de Tampico, Mexico (Colaborou Laurence Iliff.)The Wall Street Journal - 06/11/2014 - Por JUAN MONTES, de Tampico, Mexico (Colaborou Laurence Iliff.)

Fonte: http://geofisicabrasil.com

sábado, 27 de setembro de 2014

Black Gold Season




Black Gold is a reality-documentary television series that chronicles three oil drilling rigs in Andrews County, Texas, 30 miles northwest of Odessa.


The first season follows three rigs — Longhorn, Viking, and Big Dog—that have only 50 days to successfully locate and retrieve the crude oil. The roughnecks, as they are called on the rig, endure exhausting and dangerous work demands. Oil rigs Longhorn and Viking are funded by wildcatter Mike Lamonica while the Big Dog is funded by wildcatter Autry Stephens, both of whom have put up millions of dollars in hopes of finding new deposits of oil.


The second season only follows one rig, Big Dog rig number 28, owned by Autry Stephens. The season is centered around the requirement given by Stephens to finish four wells in 50 days in order to maintain the lease on the land.


The third season, follows Big Dog rig 28 wildcatting on hostile landowner Peggy Hauser's land.


The fourth season again it follows Big Dog rig 28.


Last season 


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Revestimento e Cimentação ( Casing and Cementing )



REVESTIMENTO

Tão importante quanto perfurar um poço é saber revesti-lo. Os revestimentos, longas colunas de tubulação, cumprem a importante função de proteger as seções de poços já perfurados. De um modo geral e de maneira bem simplificada, as operações que ocorrem dentro de um poço são: perfurar, condicionar o poço, perfilar, condicionar o poço, descer os revestimentos, cimentar os revestimentos, descer coluna de perfuração e perfurar avante.

As profundidades de assentamentos das colunas de revestimentos são baseadas em critérios que variam de companhia. Porém, certamente esses critérios incluem seguranças e custos. Os diâmetros de revestimentos e os diâmetros mais comuns assim como os diâmetros das brocas usadas para perfurar os poços que irão acomodar esses revestimentos são:

- 30 Polegadas ( Broca de 36 polegadas ou muitas vezes jateados )
- 20 Polegadas ( Broca de 26 polegadas )
- 13 3/8 Polegadas ( Broca de 17 1/2 polegadas )
- 9 5/8 Polegadas ( Broca 12 1/4 polegadas )
- 7 Polegadas ( Broca 8 1/2 polegadas )

Finalmente, na ponta de um revestimento existe um equipamento chamado sapata. Ela serve para guiar o revestimento quando este está sendo descido e é feita de cimento. Logo, ela é perfurada pela broca que irá passar por dentro do revestimento. Assim, é muito comum se usar a expressão profundidade de assentamento da sapata como sinônimo de profundidade de assentamento do revestimento.

Já imaginou a pressão de uma formação ficando maior que a pressão hidrostática do fluido de perfuração que está dentro do poço? Até ai tudo bem pois isso acontece muitas vezes e resolvemos o problema. Agora imagine a pressão dentro de um poço crescendo e atingindo um valor maior que o limite de pressão do aço que constitui o revestimento. Sim, neste caso estaremos diante de uma situação difícil e que poderá levar a graves consequências. Imagine finalmente que a pressão dentro do poço seja tal que rompa a rocha e migre em direção a superfície por fora do poço. Bem, neste caso, eu sugiro que vocês corram, tendo em mente as normas de segurança de abandono da plataforma...

Embora um pouco exagerados, os relatos acima mostram o quanto é importante encontrar as corretas profundidades de assentamentos das sapatas de revestimento e o quanto é importante dimensionar o tipo de revestimento (grau e peso) a ser descido no poço.

Funções das colunas de revestimento

- Prevenir o desmoronamento das paredes do poço
- Evitar a contaminação da água potável dos lençóis freáticos mais próximos à superfície.
- Permitir o retorno do fluido de perfuração à superfície. 
- Prover meios de controle de pressões dos fluidos, permitindo aplicação de pressão adicional desde a superfície. 
- Permitir a adoção de sistema de fluido de perfuração diferente, mais compatível com as formações a serem perfuradas adiante.
- Impedir a migração de fluidos das formações.
- Sustentar os equipamentos de segurança de cabeça de poço
- Sustentar outra coluna de revestimento.
- Alojar os equipamentos de elevação artificial.
- Confinar a produção ao interior do poço.

Características essenciais das colunas de revestimento

- Ser estanque
- Ter resistência compatível com as solicitações.    
- Ter dimensões compatíveis com as atividades futuras 
- Ser resistente à corrosão e à abrasão.
- Apresentar facilidade de conexão.
- Ter a menor espessura possível.

Classificação das colunas de revestimento

- Condutor
- Revestimento de superfície.
- Revestimento de intermediário.
- Revestimento de produção
- Liner
- Tie Back



CIMENTAÇÃO

Após a descida da coluna de revestimento, geralmente o espaço anular entre a tubulação de revestimento e as paredes do poço é preenchido com cimento, de modo a fixar a tubulação e evitar que haja migração de fluidos entre as diversas zonas permeáveis atravessadas pelo poço, por detrás do revestimento. A cimentação do espaço anular é realizada, basicamente, mediante o bombeio de pasta de cimento e água, que é deslocada através da própria tubulação de revestimento. Após o endurecimento da pasta, o cimento deve ficar fortemente aderido à superfície externa do revestimento e à parede do poço, nos intervalos previamente definidos. 


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