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sábado, 2 de maio de 2015

Em busca de uma matriz energética mais limpa Governo Chinês vai subsidiar produção do gás do xisto

 















O combate à poluição está sendo tratado com extrema seriedade na China.

No primeiro trimestre de 2015 a produção de gás natural cresceu 6,8% atingindo 35,2 bilhões de metros cúbicos. Mesmo assim as importações de gás também cresceram 16,5% para 16 bilhões de metros cúbicos.

O gás está sendo a melhor alternativa para a substituição do carvão que é o maior causador da poluição atmosférica que atinge todas as principais cidades chinesas.

Para aumentar, mais ainda, a produção interna o Governo decidiu subsidiar a produção de gás dos folhelhos (xisto).

Em 2015 para cada metro cúbico de gás de xisto produzido na China será pago uma quantia de US$0,079 ao produtor. Este pagamento irá vigorar até 2018. A partir de 2019, até 2020 o subsidio irá decrescer 0,2 yan por metro cúbico.

A China embarcou na prospecção e produção do gás dos folhelhos há muito pouco tempo, mas, segundo a BP ela deverá ser a segunda maior produtora do mundo em 2035, atrás apenas dos Estados Unidos.

Ainda segundo a BP em 2035 estes dois países produzirão juntos 85% de todo o gás de folhelhos do mundo em 2035.

Obviamente, no cálculo da BP o Brasil deve continuar com produção zero, apesar das suas imensas reservas... 


Fonte:  http://www.geologo.com.br

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Fila do desemprego aumenta na capital brasileira do petróleo

Porto de Imbetiba, em Macaé, base operacional da Petrobras

"Eles roubaram e nós perdemos o emprego". Esta frase sobre os corruptos que se apropriaram de bilhões de dólares da Petrobras se repete como um mantra na boca dos trabalhadores que procuram emprego em Macaé, a capital brasileira do petróleo.
A dimensão da crise na cidade do litoral norte do Rio de Janeiro, porto de embarque para as plataformas marítimas, é medida pela extensão da fila que se forma a cada manhã em frente à Secretaria Municipal de Trabalho, e que, às vezes, chega a dobrar duas esquinas.
Vladimilson Pereira da Silva, que trabalhava como motorista para uma empresa terceirizada pela Petrobras, aguardava diante da porta fechada da secretaria desde as cinco da madrugada. Era o primeiro da fila.
"Por causa desta crise da Petrobras, fui despedido no dia 12 de janeiro. Estou este tempo todo desempregado e sem perspectiva de novas oportunidades, como tinha antes deste escândalo, porque aqui nesta cidade tudo gira ao redor do petróleo, e enquanto a situação não se normalizar, continuo sem perspectiva", disse ele.
O motorista já cogita voltar ao Rio de Janeiro, sua cidade natal, mas a situação de empregos na capital não é tão boa, e o fato de nenhum setor igualar os suculentos salários da indústria petrolífera o desanima.
Maicon da Silva, ex-operador de guindaste em uma plataforma marítima, também em uma terceirizada, está há 15 meses em terra, sem um trabalho fixo e sem receber o seguro-desemprego faz tempo.
Apesar de ter alta qualificação, Maicon se viu obrigado a trabalhar ocasionalmente na construção, um trabalho duro e extenuante que paga cerca de R$ 80 por dia, o que nem sempre é suficiente para pagar as contas.
"É uma questão de dignidade. De não passar aperto, chegar o fim de semana e poder sair de casa e fazer algo com minha família, com minha mulher e meus dois filhos. Estou na mão de Deus", comentou.
As empresas terceirizadas que prestam serviços para a Petrobras demitiram cerca de seis mil pessoas nos últimos seis meses por causa do final de vários contratos que não foram renovados por causa da crise da estatal e pela queda do preço do petróleo, informou o Sindicato de Trabalhadores Offshore (Sinditob).
O presidente do Sinditob, Amaro Luiz Alves da Silva, disse à Agência Efe que a sangria não acabou. A empresa Schahin porá na rua em maio outros 500 trabalhadores da área de perfuração de poços, o setor que mais demanda mão de obra.
"(O setor) está parado, e isso gerou um efeito cascata em Macaé", explicou Amaro.
Esta antiga vila de pescadores prosperou e sua população quintuplicou em três décadas por causa do petróleo, chegando a 229 mil habitantes, a maioria dedicada direta ou indiretamente ao setor petroleiro.
As empresas de helicópteros, que levam os trabalhadores até as plataformas no Atlântico, despediram 136 pilotos desde julho porque as petroleiras cancelaram ou adiaram novos contratos à espera do desenrolar das investigações.
Do mesmo modo, os hotéis operam com metade da capacidade, e a demanda do setor gastronômico caiu entre 30% e 40%, segundo cálculos da prefeitura.
A construção civil foi um dos setores mais atingidos: entre fevereiro e março, 681 trabalhadores fixos foram demitidos, e por toda Macaé é fácil encontrar edifícios com andaimes abandonados ou com obras em ritmo muito lento.
As finanças da prefeitura estão em uma situação "muito delicada", causada pela drástica redução da receita dos royalties do petróleo, consequência direta da queda do preço do barril no mercado internacional, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Vandré Guimarães.
Os royalties petrolíferos forneciam aos cofres de Macaé cerca de R$ 40 milhões por mês. Em fevereiro, esse número caiu para R$ 22 milhões.
Em consequência, a prefeitura teve que cortar as despesas não prioritárias em 20% e só salvou da tesoura os setores de educação, saúde e obras públicas.
A crise não é mais grave porque as plataformas em operação da Petrobras continuam a bombear com capacidade máxima, inclusive com recordes de produção.
Segundo o sindicato Sindipetro, na empresa houve um leve aumento das demissões, explicáveis por fatores "sazonais", embora todo novo investimento - exatamente o que desencadeou o desenvolvimento de Macaé - esteja paralisado.

A Petrobras divulgará até junho seu plano de negócios para os próximos cinco anos, que contemplará grandes cortes em novos investimentos, e os trabalhadores de Macaé aguardam impacientes por essa definição, porque o documento projetará as perspectivas de emprego da cidade.

Fonte: http://exame.abril.com.br

Petrobras perfura poço mais profundo da costa brasileira

Plataforma da Petrobras

A Petrobras informou hoje (29), por meio de nota, que concluiu a perfuração do poço com maior profundidade em água da costa brasileira, com 2.988 metros. A profundidade total, que inclui também a perfuração do solo, atinge 6.060 metros. O poço fica na área de Moita Bonita, na Bacia de Sergipe-Alagoas, na Região Nordeste do país.
De acordo com a estatal, o poço está localizado a 94 quilômetros da capital sergipana Aracaju. Os resultados dos testes confirmaram a presença de petróleo leve, que tem um valor maior de mercado.

A Petrobras detém 100% de participação no bloco e dará continuidade ao Plano de Avaliação da Descoberta, da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Fonte: http://exame.abril.com.br

Conversão de CO2 em combustível é destaque em evento do IBP

Conversão de CO2 em combustível é destaque em evento do IBP
Divulgação Divulgação
Tecnologias capazes de transformar o gás carbônico em combustível com ajuda da corrente elétrica. Testadas em países da Europa, as novidades tecnológicas neste segmento foram apresentadas nesta quarta-feira, durante o 3º Congresso Brasileiro de CO2, no Rio de Janeiro. O evento é promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Utilizando processos de eletrólise, a Haldor Topsoe, empresa europeia de catálise, conseguiu a conversão de até 70% do CO2 em biogás, disse o consultor da companhia, John Bogild Hansen.

A eletrólise funciona quando uma corrente elétrica é induzida para que dois compostos químicos tenham reação. Assim, eles sofrem decomposição e seus produtos podem ser usados em outras situações, no caso, como combustível.

Segundo Hansen, a conversão de CO2 ajuda a diminuir a emissão do gás carbônico na atmosfera. Conhecido como um dos vilões do aquecimento global, o CO2 é emitido de diversos modos: queima de combustíveis fósseis, uso de fertilizantes e até com a nossa respiração.

Além de Hansen, participou do painel Hans Bolscher, do projeto SCOT (Transformação Inteligente de CO2), que estuda maneiras econômicas mais eficientes do uso do gás carbônico.

Tendências tecnológicas mundiais e marco regulatório e econômico do CO2 foram outros assuntos abordados durante o último dia do Congresso.

A programação teve ainda sessões técnicas com pesquisadores brasileiros. Entre os trabalhos, foi apresentado pela pesquisadora Ana Cristina de Castro, o resultado do estudo realizado no primeiro laboratório da América Latina de monitoramento de injeção de CO2 em perfurações. O empreendimento fica em Florianópolis, Santa Catarina, e analisa o impacto da injeção de CO2 nos aquíferos, solo, atmosfera e subsuperfície. A pesquisa é coordenada pela Petrobras.
Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br

Tecnologia reduz em 1 milhão de toneladas a emissão de CO² no pré-sal

Tecnologia reduz em 1 milhão de toneladas a emissão de CO² no pré-sal
Agência Petrobras Agência Petrobras
Desde 2011, na área de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, o FPSO Cidade Angra dos Reis reduziu em 1 milhão de toneladas a emissão de CO² de sua operação. O feito só foi possível graças a uma tecnologia inédita no país de separação e injeção do dióxido de carbono que está em fase de teste no navio. A novidade foi apresentada nesta terça-feira, durante o Congresso Brasileiro de CO², no Rio de Janeiro.

O evento é promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e reuniu especialistas para discutir o uso de CO² em suas mais diversas aplicações e segmentos. No painel sobre novas tecnologias e operacionalização do CO² no pré-sal, Marcel Eiki Katekawa, consultor técnico da Petrobras, lembrou que o Brasil é pioneiro no desenvolvimento e uso de tecnologias para CO² em águas profundas. “Somos o único país reconhecido pela ISO para desenvolver normas e projetos nesta área”, frisou.

Segundo Katekawa, o pré-sal representa um desafio enorme para o Brasil quando o assunto é desenvolvimento de tecnologia para sequestro de CO². “Na operação do pré-sal, encontramos um gás a 8%, enquanto que o recomendado é 2%. Por isso, temos muito o que fazer e desenvolver para minimizar esse impacto”, explica.

No primeiro dia do evento, Luiz Pinguelli Rosa, diretor da COPPE/UFRJ, também falou sobre o desafio brasileiro para redução da emissão de CO².  Para o físico brasileiro, o país vai conseguir atingir a meta estabelecida pela ONU com uma diminuição de 36% (1 bilhão de toneladas) em 2020. “Nos últimos dois anos, conseguimos reduzir o desmatamento e, consequentemente, a emissão de CO²”, explica.

Além de Pinguelli e Katekawa, falaram na manhã desta terça o vice-presidente global de Energias Renováveis e Captura e Armazenamento de Carbono da Statoil, Olav Skalmeraas, a gerente geral do The Global Carbon Capture and Storage Institute (GCCSI), Elizabeth Burton, entre outros. Processo de separação e captura de CO² e carbodutos também foram assuntos discutidos no primeiro dia do evento.  "Acredito que o Congresso é um espaço importante para a troca de conhecimento e experiências", afirma Raimar van den Bylaardt, gerente de Gestão do Conhecimento do IBP e coordenador do evento.

O 3º Congresso de CO² ocorre até esta quarta-feira, dia 29, no Hotel Windsor Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br

Drones e satélites ajudam após terremoto no Nepal

Tudo está quieto e de repente a terra parece gelatina sob os pés. Móveis balançam e caem, vidros se quebram e parece não haver lugar seguro, nem mesmo na rua, onde todos estão paralisados pelo pavor de enfrentar um terremoto. E quando o tremor passa, você acha que vem o alívio, como acontece logo após uma tormenta? Pelo contrário, pois depois de um terremoto vários pequenos tremores continuam acontecendo, como se a terra estivesse se "assentando".
Aí vem a pior parte, de contabilizar os estragos materiais, contar os mortos e – mais importante que tudo – tentar encontrar os sobreviventes e socorrer os feridos. E nessa hora as Geotecnologias são as principais aliadas, seja para mapear áreas atingidas, definir planos de ação, gerenciar equipes em campo, entre outras atividades nas quais a geoinformação é crucial e faz toda a diferença entre a vida e a morte.
Dentre as empresas que estão auxiliando no processo de resposta ao desastre que aconteceu no Nepal está a Airbus Defense and Space, que forneceu imagens do satélite Pleiades para ajudar a avaliar os danos e apoiar as organizações de resgate nas atividades de ajuda humanitária na região.
No "antes e depois" pode-se ver nas imagens Pleiades toda a devastação da capital, Kathmandu, sendo que o antes foi adquirido em 29 de novembro de 2014 e o depois em 27 de abril, dois dias após o terremoto de 7,8 graus na escala Richter.
Outra gigante do setor geoespacial que está trabalhando na resposta ao terremoto é a DigitalGlobe, que fez imagens de alta resolução com os satélites WorldView-1, WorldView-3 e GeoEye-1 das áreas afetadas no Nepal e as disponibilizou gratuitamente on-line para todos os grupos envolvidos no esforço de resposta ao desastre.
As imagens podem ser acessadas via este link com nome de usuário "Nepal" e senha "forcrisis". A DigitalGlobe ativou para este esforço o FirstLook, um serviço de assinatura que fornece ferramentas de gestão de emergências aos trabalhadores humanitários, com acesso rápido e baseado na web para pré e pós-evento. A seguir você confere uma imagem de Kathmandu tomada após o terremoto:
geoeduc nepal imagem satelite 4
Além disso, a DigitalGlobe ativou o Tomnod, uma plataforma de crowdsourcing que permite aos voluntários conectados à web em todo o mundo ajudar as equipes em campo através do mapeamento colaborativo. Ao visitar o site do Tomnod, os usuários podem participar da campanha do Nepal "etiquetando" edifícios danificados, estradas e áreas de grande destruição para informar as equipes de resposta sobre os desastres em solo.
Drones
Os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs ou mais popularmente chamados de Drones) também estão sendo usados no Nepal, como pode-se visualizar no vídeo a seguir:
Mesmo com a falta de regulamentação, os Drones têm sido amplamente usados em ações de resposta a desastres naturais em todo o mundo, pela agilidade fornecida por essas aeronaves, baixo custo da operação e alto poder de detalhamento das imagens.

O que é o processamento de imagens digitais?

O Processamento Digital de Imagens (PDI) é a manipulação de uma imagem de satélite ou drone, por computador, com o objetivo de melhorar o aspecto visual de certas feições estruturais para o analista humano e fornecer outros subsídios para a sua interpretação, inclusive gerando produtos que possam ser posteriormente submetidos a outros processamentos.
O amplo acesso a imagens de maior resolução sugere boas perspectivas que já começam a surgir no horizonte, pelo menos no que diz respeito à prática e atuação dos usuários do geoprocessamento, que por conseguinte acarreta em diversos benefícios. O PDI pode ser usado para várias áreas, tais como resposta a desastres naturais, georreferenciamento, zoneamento e licenciamento ambiental, projetos urbanos e rurais, entre outras.
Fonte: http://geofisicabrasil.com

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