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terça-feira, 15 de setembro de 2015

90% das aves marinhas têm plástico no estômago



O plástico faz parte da dieta de nove em cada dez aves marinhas. De acordo com estimativas feitas por pesquisadores ingleses e australianos, se a quantidade de lixo jogada nos oceanos continuar crescendo, o número de espécies marinhas que fará do plástico seu alimento será de 99% em 2050. Essa quantidade de material sintético pode trazer sérias consequências para os pássaros, podendo levar até ao extermínio dos animais, segundo estudo publicado esta semana no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Pesquisas anteriores indicavam que apenas 29% das aves estavam expostas à alimentação plástica. Para atualizar esse dado, os cientistas do Imperial College London, na Inglaterra, e da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO, na sigla em inglês) analisaram estudos publicados entre 1962 e 2012 sobre 186 espécies de aves marinhas. No início da década de 1960, os cientistas haviam encontrado plástico no estômago de menos de 5% dos animais, mas o número aumentou para 80% em 2010. Contudo, de acordo com a correção feita por um modelo computacional, que leva em consideração a crescente poluição dos oceanos, os cientistas avaliam que a parcela de espécies afetadas seria de 90%, caso os estudos tivessem sido realizados hoje. Seguindo esse ritmo, em 2050, praticamente todas as espécies serão afetadas.

"Pela primeira vez temos uma estimativa global de como o longo alcance do plástico pode afetar as espécies marinhas - e os resultados são impressionantes", afirma Chris Wilcox, um dos autores do estudo.

Impacto na vida animal - O material encontrado no estômago dos animais inclui sacolas plásticas, tampas de garrafas e fibras de roupas sintéticas que acabaram nos oceanos depois de passar por rios urbanos, esgotos e depósitos de lixo. No entanto, as aves identificam esse material colorido e o confundem com comida. No corpo dos bichos, o plástico compromete os intestinos, causando perda de peso e, eventualmente, a morte. De acordo com os pesquisadores, durante o trabalho de campo, uma única ave carregava 200 pedaços de plástico no estômago.

O plástico tem impacto maior na vida marinha quando se acumula em uma faixa que inclui a parte mais meridional da América do Sul, da África do Sul e da Austrália, região antes considerada "limpa" dos resíduos plásticos. Segundo os autores, o impacto do plástico nas aves é "astronômica" e a única solução para esse problema é melhorar a gestão de resíduos sólidos, que pode reduzir a ameaça à vida marinha.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br

Reúso, a técnica que poderia diminuir o consumo de água em 50%



Nos últimos meses, o assunto murchou, por assim dizer, nas conversas do dia a dia. Mas o problema da crise hídrica, especialmente em São Paulo, está longe de ser resolvido. As chuvas que caíram na última semana na capital paulista não alteraram o quadro alarmante. Até agosto de 2014, o nível dos principais reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo estava em 23,5%. Hoje, chega a no máximo 21,1%. Responsável pelo atendimento de 5 milhões de pessoas, o Sistema Alto Tietê atingiu em agosto o nível mais baixo desde 2003, de 13,8%. No último dia 3 de setembro, o volume útil do maior reservatório que abastece o Estado do Rio de Janeiro, o de Paraibuna, chegou a 0,83%. Um ano atrás, estava em 11%. A conclusão é - para usar um termo incontornável - cristalina: não há como deixar de economizar água.

O aproveitamento da chuva para irrigar jardins ou limpar áreas comuns reduz o consumo em 26%. A instalação de hidrômetros individuais derruba o valor da conta de água em até 56%. Contudo, independentemente dessas estratégias, é imperioso lançar mão de outro recurso: o reúso. É verdade que, a partir da crise, foi disseminada a prática de reutilização da água do banho e da máquina de lavar para alguns fins específicos, como a descarga sanitária. No entanto, uma vez derramada na rede de esgoto, o entendimento é que aquela água havia se tornado inaproveitável. Nada mais equivocado. Com o tratamento adequado do esgoto, um estabelecimento comercial de grande porte, como um shopping center, pode reaproveitar tão bem a água que o consumo tenderá a cair até 50%.

O reúso é largamente empregado, por exemplo no Estado americano da Califórnia, onde a escassez abriu a possibilidade de levar água "da privada para a torneira", como os técnicos costumam dizer. De acordo com a legislação local, é permitida a chamada potabilização indireta. Funciona da seguinte maneira: a água tratada é misturada com a das bacias subterrâneas e depois passa para o sistema de abastecimento comum. "Escutamos pessoas dizendo que não querem beber água da privada. Depois de passar por três estágios de purificação, porém, ela sai mais limpa do que a água que não é de reúso e chega a sua casa", comparou o americano Henry Vaux, professor de economia dos recursos da Universidade da Califórnia. Para motivar a população, Bill Gates, fundador da Microsoft, o homem mais rico do mundo, gravou um vídeo no qual aparece bebendo água produzida em uma estação de tratamento de esgoto. A Fundação Bill & Melinda Gates pretende distribuir miniusinas de tratamento por toda a África.

Em dezembro do ano passado, um projeto enviado à Sabesp pelo professor de hidrologia Ivanildo Hespanhol, da Universidade de São Paulo, defendeu o tratamento de esgoto para solucionar a crise hídrica - e, de quebra, despoluir os rios. Com previsão para entrar em operação daqui a dez anos, ao custo de 3 bilhões de reais, o sistema abasteceria 3,5 milhões de pessoas. De qualquer forma, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, no Brasil as ações em torno do reúso de água não levam em conta a possibilidade de consumo. O emprego aqui é mais comum em processos industriais, geração de energia, irrigação, jardinagem, limpeza etc. Diferentemente do que se observa na Califórnia, a legislação brasileira não deixa claro o que é permitido ou não nessa frente. De acordo com o advogado Vinicius Vargas, do escritório Barros Pimentel, a lei de saneamento fala sobre água potável, mas não sobre reciclagem. "O saneamento é um serviço público e por isso deve ser especificado em lei para que os agentes possam seguir a mesma fórmula", explica ele.

Segundo o engenheiro hídrico Thiago de Oliveira, da fornecedora de água de reúso General Water, a prática, na realidade, já existe no país - "Só não é assumida". Oliveira afirma que um exemplo claro disso é a Represa Guarapiranga, na região metropolitana de São Paulo, rodeada por esgotos irregulares. "Pouco se fala sobre ela, mas 15% do nível da represa é o próprio esgoto voltando para o tratamento", garante. O engenheiro diz também que a General Water já produziu água potável. "Nos nossos testes, tivemos o mesmo nível de pureza da água que é distribuída para consumo." Desde o início da crise, a empresa viu a procura pelo seu serviço crescer 100% e teve 30% de aumento no número de clientes. Entre eles, há até um centro administrativo que, com reúso de água e poços artesianos, se tornou totalmente independente da rede pública. A Aquapolo, parceria entre a Odebrecht e a Sabesp, fornecedora do mesmo serviço, abastece o polo petroquímico da região do ABC Paulista, produzindo um volume equivalente ao necessário para o consumo de uma cidade de 500 000 habitantes. Com isso, as empresas da área de Mauá economizam 50% do valor que pagavam antes por água potável.

Para Thiago de Oliveira, aceitar estações de tratamento de esgoto "é adotar um novo modo, mais consciente, de lidar com os recursos hídricos". Ele observa que o modelo atual mantém a mentalidade no Império Romano, quando se construíam extensos aquedutos para buscar abastecimento em lugares distantes com nascentes puras. O cenário do momento, entretanto, argumenta Oliveira, "pede que a nossa política para o meio ambiente se espelhe no exemplo de Londres, onde o Rio Tâmisa, cuja despoluição levou 150 anos, hoje é povoado por 125 espécies de peixe e voltou a receber os esportes náuticos".

Curiosamente, ao mesmo tempo em que, no Brasil, é grande a resistência à reutilização de água, a reciclagem do lixo já faz parte das políticas públicas. Segundo Gabriela Yamaguchi, gerente de campanhas do instituto ambiental Akatu, "a água está em outro capítulo da cultura do brasileiro; a reciclagem ficou restrita à categoria das embalagens, por exemplo". E conclui: "Pelo menos, ao reciclá-las, também estamos economizando água". Diante dos números da crise hídrica atual, será prudente não demorar a entrar de vez no próximo capítulo.


Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br

Ações humanas resultaram em derretimento irreversível dos glaciares andinos

Se é possível enxotar definitivamente o fantasma da mineração com a criação de uma área de conservação ambiental para o berço do Amazonas, o espectro do derretimento dos glaciares parece impossível de ser afastado. Estudos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul dão conta de que da Patagônia à Venezuela, a maior parte das geleiras dos Andes está derretendo rapidamente nas últimas décadas. Pior: os cientistas consideram o fenômeno uma catástrofe irremediável que pode exterminar para sempre esses milenares reservatórios naturais de água doce.

"A maioria das geleiras dos trópicos está no Peru, 71% do total, basicamente na cordilheira Branca. Aproximadamente 200 quilômetros quadrados do gelo dessas montanhas foram perdidos entre 1980 e 2006. É um decréscimo ao redor de 26% desde 1980", revela o glaciologista Jefferson Cardia Simões, professor de geografia polar e glaciologia da UFRS. "Interessante notar que as geleiras peruanas avançavam até 1870. Depois começaram a definhar. Nos últimos 40 anos a retração aumentou substancialmente."

A velocidade com a qual os glaciares peruanos estão encolhendo foi detectada por Simões e sua equipe. "Existem estudos que chamamos de balanço de massa. Eles determinam quanto uma geleira perde ou ganha de gelo por ano. Nos Andes peruanos essa perda já era 0,2 metro em equivalente de água por ano, entre 1964 e 1975. Atualmente, está em cerca de 0,76 metro."

As consequências do déficit de gelo trará problemas imediatos e em um futuro próximo: "Em uma primeira fase poderá haver deslizamentos e enchentes. Em seguida, a diminuição considerável da disponibilidade dos recursos hídricos será inevitável". Simões lembra que os danos à economia do Peru serão evidentes. "O rápido degelo deve afetar os recursos energéticos, que em grande parte são de origem hídrica e fortemente controlados pelas águas do degelo. A agropecuária e o abastecimento de água também sofrerão prejuízos."

Hoje se sabe que o rápido derretimento dos glaciares andinos é resultado das ações humanas. "Certamente o fenômeno é atribuído às mudanças climáticas, inclusive o aquecimento atmosférico da região. A grande certeza é que o processo vem se acelerando nos últimos 40 anos. Não há como revertê-lo. Evidentemente, se a atmosfera terrestre esfriar, as geleiras dos Andes, assim como as de outras regiões do continente sul-americano, podem se expandir", explica o professor Jefferson Simões.


Roberto Linsker
A água é um tema presente no cotidiano. O precioso líquido dita o ritmo das populações à beira dos glaciares andinos do sudoeste do Peru, onde está a grande maioria das geleiras dos trópicos. Aqui, na cidade de Chivay, a uma centena de quilômetros da região onde o Amazonas é formado, um mural mostra mulheres nativas indo abastecer seus cântaros.
No entanto, o glaciologista da UFRS alerta: "É bom lembrar que todos os cenários previstos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) mostram que teremos um aquecimento global de, no mínimo, 2 °C até 2100, independentemente de reduzirmos as emissões de gases de efeito estufa". O que é possível fazer de imediato, de acordo com Simões, é aumentar o poder de resiliência das populações direta e indiretamente afetadas pelo degelo dos glaciares.

Para a bacia do rio Amazonas, não há conhecimento concreto sobre os efeitos do desvanecimento prematuro dos Andes. Existem apenas especulações em torno do que possa acontecer com o rio, seus afluentes e ecossistemas, visto que as águas provenientes dos glaciares andinos levam à região amazônica uma boa quantidade de sedimentos que são verdadeiros fertilizantes de vida. "A porção oeste da Amazônia está muito próxima da massa de gelo dos Andes. Esses sedimentos irão diminuir consideravelmente", avalia Simões. Em contrapartida "é a bacia amazônica quem fornece água para as geleiras de grande parte da cordilheira boliviana e peruana, na forma de neve, e não o contrário. Então, todo o ciclo climatológico fica comprometido", conclui.

Não bastassem as ameaças ao Amazonas, recentemente cogitou-se levar água do rio para outras regiões brasileiras, com a intenção de abrandar a crise hídrica que assola vários estados. Para viabilizar esse abastecimento, disse o representante do Serviço Geológico do Brasil, Marco Antonio Oliveira, seria preciso tocar grandes obras de engenharia. "É um assunto polêmico. Mas temos que debater esse tema porque a bacia amazônica concentra mais de 90% da água doce do Brasil."

A sugestão do Serviço Geológico do Brasil caiu como uma bomba entre os ambientalistas. O arquiteto e mestre em engenharia civil e urbana Renato Tagnin, autor do livro Administrando a Água Como Se Fosse Importante, com Ladislau Dowbor, dispara contra a insólita ideia: "Nossa crise hídrica não é causada pela falta de obras, mas pelo excesso delas".

A saída para eliminar o risco iminente de falta de água, segundo Tagnin, não é erguer mais obras faraônicas, mas preservar nascentes, reflorestar, recriar corredores ecológicos. "A biodiversidade tem bilhões de organismos trabalhando para manter a vida em simbiose. A humanidade precisa dar um fim na sua própria arrogância e aprender com os mais velhos. No caso, a natureza."


Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br

CPRM identifica geoglifos em Rondônia

Equipe técnica da CPRM identificou na região Ponta do Abunã, Rondônia, sete geoglifos. Até então, essas construções primitivas eram conhecidas apenas no Acre, estado vizinho. Dessa forma, a descoberta comprovou a continuidade das estruturas em sentido leste.
Geoglifos são vestígios arqueológicos representados por estruturas geométricas (círculo, quadrado etc.), escavados em formas de valetas.Em geral, ocorrem em solos argilosos, dominado por um relevo suave, considerados “terra firme”. Podem atingir profundidade de 1 a 5 metros e diâmetro médio de 80 a 100 metros.
A equipe coordenada pelo geólogo Amilcar Adamy realizou atividade de campo entre as vilas de Extrema e Vista Alegre do Abunã, onde foram caracterizadas as construções, predominantemente circulares e quadráticas, algumas das quais parcialmente aterradas pelo processo de ocupação agropecuário da região. Só se tornaram visíveis após a remoção da cobertura vegetal nativa. A identificação desses geoglifos tornou-se possível com a importante contribuição do geógrafo Alceu Ranzi / UFAC ao analisar imagens de satélite da região.
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Geoglifo identificado no Sítio Boa Esperança

A finalidade dos geoglifos ainda é duvidosa. Alguns pesquisadores acreditam que eles serviam para rituais, cerimônias religiosas ou até mesmo aldeamento habitacional.
A datação dos geoglifos ainda é desconhecida devido à falta de evidências mais seguras. Nas estruturas identificadas na Fazenda Colorado (Acre), um fragmento de carvão foi datado com idade de 1.275 A.D.
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Castanheira encontrada no geoglifo da Fazenda Riachuelo

Na Fazenda Riachuelo (Rondônia), foi observada uma castanheira abatida no interior da vala, sugerindo uma idade mínima de 600 a 800 anos. No leito do rio Madeira (sítios Teotônio e Morrinhos, Rondônia), o resgate de cacos de cerâmica revelou idades de ocupação superiores a 3.000 anos.
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Geoglifo do município de Seringueiras

Embora a maior incidência das construções tenha sido identificada próxima ao território acriano, uma estrutura semelhante foi encontrada também no município de Seringueiras, durante avaliação arqueológica do entorno da rodovia BR-429, com diâmetro médio de 300m.
CPRM

Fonte: http://geofisicabrasil.com

Reservas mundiais de água correm cada vez mais perigo

Os satélite GRACE, da Nasa, têm ajudado a avaliar as reservas da água do planeta. Dos 37 aquíferos estudados, da China aos EUA, 13 estão sob risco elevado de nunca reterem água.
nasa aqueduto california aerea
Mais de um terço dos aquíferos do mundo correm o risco de perder os seus recursos, conclui um estudo levado a cabo pela NASA. Além de investigar o campo gravitacional da terra, os satélites têm tido um papel fundamental na medição de muitos recursos do planeta, como a água doce.
Agora os GRACE permitiram concluir que mais de um terço dos aquíferos do mundo estão a ser usados até ao limite, já que estão a ser drenados a uma velocidade muito maior do que aquela que a natureza utiliza para os restaurar. A experiência mostra que 13 dos 37 aquíferos, da Califórnia à China, estão a ficar sem água. Desses 13, cinco estão em vias de ficarem inutilizados. É que quando um aquífero é utilizado em excesso, colapsa e, por isso, perde a capacidade de reter água. Irreversivelmente.
A NASA mostra ainda que em zonas de conflito político e social, o problema é maior. O estudo concluiu que o aquífero árabe, que fornece água a cerca de 60 milhões de pessoas no Médio Oriente, é o que corre mais perigo. Em segundo lugar aparece o aquífero que se situa entre a Índia e o Paquistão.
Os satélites – que avaliam a saturação de água na terra e, por isso, antevêem inundações anos antes de acontecerem, como no caso das enchentes do Rio Missouri, em 2011 –  também conseguem medir pequenas mudanças gravitacionais em qualquer local do mundo. Perceberam, por isso,  que quando a água de um aquífero diminui, a força gravitacional nessa área também decresce.
O controlo dos GRACE é partilhado entre a NASA, o Centro de Operações Espaciais Alemão e o Centro de Pesquisa da Universidade do Texas. GRACE representa satélites gémeos (de Gravity Recovery and Climate Experiment) que a NASA lançou em 2002.
Observador.pt - 5/9/2015 - mcnunes@observador.pt

Fonte: http://geofisicabrasil.com

Mapa global avança P&D de geofísica e esforço de não-proliferação

SPRINGFIELD, Va. — A team of researchers led by scientists at the National Geospatial-Intelligence Agency published a new map Sept. 1 that characterizes the Earth’s radioactivity and offers new and potential future applications for basic science research and nonproliferation efforts.
mapa antineutrinos global
The Antineutrino Global Map 2015, or AGM2015, is an unprecedented experimentally-informed model of the Earth’s natural and manmade antineutrino flux.
The map uses open-source geophysical data sets and publicly available international antineutrino detection observational data to depict varying levels of radioactivity on Earth.
"The open access availability of these antineutrino maps represents the next generation of cartography and gives important insights into the basic understanding about the interior of our planet,” said Shawn Usman, NGA R&D scientist and lead author of the study.
The neutrino and its antimatter cousin, the antineutrino, are subatomic particles produced by stars of all types, including the Sun, as well as Earth’s atmosphere, supernovae, nuclear reactors, and radioactive materials.
The research team is comprised of neutrino physicists and geophysicists from the National Geospatial-Intelligence Agency, the University of Hawaii, Hawaii Pacific University, the University of Maryland and Virginia-based Ultralytics, LLC.
Antineutrinos were first detected as emissions from nuclear reactors in the mid-1950s two decades after their existence was proposed. More than 99 percent of all terrestrial antineutrinos come from within the Earth, with the remainder coming from nuclear reactors. The detection of antineutrinos from nuclear reactors continues to provide insights into their oscillatory behavior and potential future applications for nuclear nonproliferation.
mapa antineutrinos global infografico

“Geo-neutrino measurements are essential in characterizing the Earth’s radiogenic power across geologic time and in improving our understanding of planetary formation processes in the early solar nebula.” Usman said. “Our vision at NGA is to ‘Know the Earth...Show the Way...Understand the World.’ This map enhances our fundamental understanding of the planet by mapping out Earth’s natural and anthropogenic radioactivity.”
The authors expect to release periodic updates to the original AGM2015 as future oscillation measurements, crust/mantle model advancements and ongoing construction and decommissioning of nuclear reactors will eventually change the map. In addition to antineutrino mapping NGA is also investigating the development of global neutron/gamma maps to further characterize the Earth’s natural radioactivity.
AGM2015 is a product of NGA’s antineutrino research program.  NGA scientists previously published proposed methods to exploit the flavor oscillation phenomena in a process called NeUtrino Direction and Ranging, or NUDAR. NGA has also developed a small prototype antineutrino detector being tested at the National Institute of Standards and Technology in Gaithersburg, Maryland.
The map and accompanying research paper are published in Nature’s Scientific Reports.

Fonte: http://geofisicabrasil.com

Três novos campos no Recôncavo

A Imetame declarou a comercialidade de três novas áreas na Bacia do Recôncavo. Os campos de Cardeal Amarelo, Cardeal Amarelo Oeste e Cardeal do Nordeste são originários do bloco REC-T-210, onde a companhia fez descobertas de gás e petróleo por meio dos poços 1-IMET-2-BA, 1-IMET-1-BA e1-IMET-3-BA. As comercialidades foram declaradas em abril e maio, mas a ANP publicou os dados somente esta semana.
O plano de avaliação da descoberta da área foi aprovado em outubro de 2014 e abrange também os poços 1-IMET-5-BA e 1-IMET-10D-BA, no REC-T-211. O plano ainda é válido, com previsão de término em agosto de 2017.
Os compromissos do PAD incluem uma perfuração firme e três perfurações contingentes nos prospectos de União, Kiriri e Ubirajara, além de dois testes de formação a poços revestidos firmes, no 1-IMET-5-BA e no 1-IMET-10-BA, e cinco testes de longa duração (TLDs) contingentes. Há ainda a possibilidade de construção de um gasoduto de cerca de 35 km para ligar o campo de Cardeal do Nordeste até o Polo Petroquímico de Camaçari.
As áreas são operadas pela Imetame, com 33,34% das concessões, em parceria com a Delp (33,3%) e a Orteng (33,3%).
Fonte: http://geofisicabrasil.com