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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Brasil tem ao menos 16 barragens de mineração inseguras, diz DNPM

O Brasil tem ao menos 16 barragens de mineração que são inseguras, segundo dados oficiais de relatórios do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). O levantamento atualizado pela última vez em abril de 2014 mostra que essas barragens estão em municípios dos Estados de Minas Gerais, Amazonas e Pará.
A tabulação feita pelo órgão federal usa dados divulgados pelos próprios donos das barragens. É um conjunto de informações que acabam resultando em um conceito de segurança. A letra A significa que o estado da barragem é crítico para os quesitos de segurança considerados mais importantes, como a estrutura das construções.
O potencial de dado ambiental e social da barragem também é considerado na avaliação técnica. Apesar de considerar que houve um ganho nessa avaliação, que começou a partir de um plano nacional criado em 2010, especialistas ouvidos pela Folha dizem que muitos avanços precisam ser feitos, ainda mais depois da tragédia ambiental com as duas barragens de Mariana (MG).
"Por utilizar critérios muito simples a análise acaba subestimando ou superestimando o risco", afirma Marcelo Valerius, engenheiro ambiental especialista em segurança de barragens de rejeitos, e analista ambiental da secretaria estadual de Meio Ambiente de Goiás.

Barragens de mineração inseguras

Segundo DNPM, 16 podem estar em risco.
folha tabela barragens inseguras
Fonte: http://geofisicabrasil.com

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

E se queimarmos todo o petróleo do mundo? É bom saber nadar




A relação é simples, porém assustadora. Quanto mais usamos combustíveis fósseis para suprir nossa demanda por energia, mais gases de efeito estufa despejamos na atmosfera, consequentemente, mais elevadas as temperaturas e, por tabela, maior o derretimento dos mantos de gelo do Planeta.

Eis que os cientistas resolveram aplicar uma variável radical a essa equação - o que pode acontecer se queimarmos todas as reservas provadas de petróleo, gás e carvão do mundo? Resposta: seria suficiente para desfazer toda a cobertura de gelo da Antártica, a maior reserva de água doce congelada da Terra.

Tal fenômeno causaria uma elevação brutal de até 60 metros no nível do mar nos próximos 10.000 anos. É bom que os humanos do futuro (se é que estaremos aqui) saibam nadar, porque muitas partes do mundo vão afundar se mantivermos o padrão atual de produção de energia. 

A pesquisa, publicada esta semana no periódico científico Science Advances, é a primeira a modelar os efeitos da queima desenfreada de combustíveis fósseis sobre a totalidade do manto de gelo da Antártida. 

"Essa transformação não acontece do dia para a noite, mas o que precisamos compreender é que nossas ações de hoje estão mudando a face do planeta Terra, e continuará a fazê-lo por dezenas de milhares de anos. Se queremos evitar que a Antártica perca todo seu gelo, precisamos manter o carvão, gás e petróleo no solo", declarou Ricarda Winkelmann, coautora do estudo.

Apesar do abismo temporal, a elevação do nível do mar já é uma ameaça direta às populações costeiras em todo o mundo, colocando em xeque a existência de micropaíses como as Maldivas e Kiribati. Pior, oito das 10 maiores cidades do mundo, entre elas Nova York e Tóquio, localizam-se próximo à costa. 

O nível dos mares subiu em média quase oito centímetros no mundo todo desde 1992 por causa do aquecimento global, informou a NASA em pesquisa recente.

Parte do aumento deve-se ao derretimento das geleiras e outra parte é devido ao aumento da temperatura da água, que se expande quando fica mais quente.

"É muito provável que a situação piore no futuro", alertou o geofísico da Universidade do Colorado, Steve Nerem, durante a apresentação dos novos dados.


Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br