Publicidade

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Bolsa de pós-doutorado em Geodésia e Tectonofísica no Inpe

A Divisão de Geofísica Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), oferece uma vaga de Pós-Doutorado com bolsa da FAPESP. Inscrições serão recebidas até o dia 30 de setembro.
O candidato selecionado trabalhará com análises de séries temporais coletadas por rede com cerca de 50 estações GNSS (Global Navigation Satellite System) permanentes, localizadas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Tal estudo irá complementar as diversas análises interdisciplinares já em curso no contexto do Projeto Temático.
Análises interpretativas de modelos geodésicos dinâmicos (taxas de deslocamentos verticais e horizontais), em conjunto com dados sismológicos e gravitacionais, visam extrair parâmetros que possam caracterizar condições geodinâmicas de extensão ou contração da crosta, relacionadas à reologia e estruturação tectônica da litosfera subjacente.
Candidatos com forte experiência em processamento, análise e aplicações de dados GNSS são convidados a submeter curriculum vitae atualizado (incluindo uma página destacando interesses, motivações e potenciais contribuições ao projeto) e nomes de três referências para o Prof. Ícaro Vitorello.
O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica, equivalente a 15% do valor anual da bolsa, para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa. Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição-sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.
A oportunidade está publicada neste endereço 

Fonte: http://geofisicabrasil.com/

Alunos de Engenharia de Petróleo recebem prêmio internacional

Os estudantes de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica (Poli) da USP receberão, em setembro, um reconhecimento da Sociedade dos Engenheiros de Petróleo (SPE) pelas atividades acadêmicas e sociais que desenvolvem, como cursos, eventos, palestras e doações.
A associação tem uma categoria chamada capítulos estudantis, que compreende estudantes de áreas relacionadas à indústria de Petróleo e Gás. Pelo segundo ano consecutivo, o capítulo composto de alunos da Poli Santos receberão o prêmio Outstanding Student Chapter Award (OSC), em premiação que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes.
O prêmio reconhece os capítulos que possuem programas de excelência em engajamento com a indústria, planejamento, envolvimento com a comunidade, inovação e desenvolvimento profissional. O professor Cleyton de Carvalho Carneiro, atual orientador do capítulo, explica que a formação de cidadãos ultrapassa os limites alcançados pelas instituições de ensino. “Nesse sentido, a vivência proporcionada pelas atividades em capítulos estudantis como o da SPE promovem a discussão de temas que não estão exclusivamente relacionados à formação profissional, que neste caso diz respeito ao curso de Engenharia de Petróleo. Tais atividades envolvem disciplina organizacional, interação com outras universidades e envolvimento em causas sociais (tais como doação solidária de sangue, campanhas de arrecadação e distribuição de alimentos e agasalhos, atividades motivacionais em hospitais, etc.).”
Para o professor, os jovens graduandos “possuem energia de sobra que pode ser direcionada para práticas que promovem o desenvolvimento integrativo e a cidadania, complementar e salutar aos conteúdos abordados nas universidades. Nos orgulha muito e nos dá grande esperança no futuro ao percebermos que o capítulo estudantil SPE da Poli/Santos já é reconhecido e premiado internacionalmente por essas práticas e vivências”.
O professor Márcio Yamamoto, que já orientou o grupo, explica que um dos papéis do SPE é ajudar na formação de jovens profissionais da Indústria de Petróleo. Não só a formação técnica através de congressos e revistas especializadas, mas também na formação de líderes para a indústria e a sociedade. “Ao longo dos dois anos que fui Faculty Sponsor do capítulo da USP, pude testemunhar muito alunos exercendo liderança. Estes nossos novos líderes têm uma preocupação com a melhoria do seu entorno, seja dentro do campus ou na comunidade em que eles estão inseridos”, ressaltou.
Mais informações neste site ou por e-mail contatodiretoriaspeusp@gmail.com

Fonte: http://geofisicabrasil.com/

Mini-Curso: Geoestatística nas Ciências Geológicas e Ambientais

ufc geologia minicurso geoestatistica
O Departamento de Geologia da Universidade Federal do Ceará informa a realização do  mini-curso Geoestatística nas Ciências Geológicas e Ambientais ministrado durante o I Workshop de Geomatemática nas Ciências da Terra.
O curso será ministrado pelos professores António Jorge de Sousa, do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, e Rita Salgueiro, do DEGEO/UFC, ambos  bolsistas CAPES/BRASIL no âmbito de projetos PVE e BJT do Programa Ciência sem Fronteiras.
O curso, com carga horária de 35h, terá duas componentes: uma teórica (manhãs) e outra prática (tardes), onde serão abordados os seguintes temas:
  • Modelos de Correlação Espacial
  • Estimação Espacial
  • Variografia
  • Krigagem
Nas aulas práticas os formandos deverão trabalhar os seus próprios casos de estudo, devendo para isso trazer o próprio banco de dados para o curso.
Serão fornecidos: Software, Textos de apoio e Certificados de Presença.
Inscrições limitadas através do email: geo.ritasalgueiro@gmail.com

Fonte: http://geofisicabrasil.com/

Exposição itinerante sobre Aquífero Guarani

Durante a crise hídrica, que afetou a população do estado de São Paulo nos últimos três anos, muito se falou na necessidade de conscientização das novas gerações como forma para garantir a preservação da água potável no futuro. E pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Ensino e História de Ciências da Terra, do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, resolveram atuar diretamente nesse processo através do Programa Aquífero Guarani, uma iniciativa envolvendo cientistas da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, promove a divulgação e a educação das populações em busca da preservação desse manancial subterrâneo internacional.
“Você tem que garantir que essa área subterrânea permaneça sempre preservada e não tenha problemas de contaminação”, afirma o professor Celso Dal Ré Carneiro, do Departamento de Geociências Aplicadas ao Ensino do IG e um dos responsáveis na Unicamp pelo projeto que pretende divulgar a vulnerabilidade e a superexploração do manancial. "As pessoas não sabem o que é um aquífero, então temos que explicar um pouco melhor como ele funciona para podermos preservar”.
unicamp aquifero guarani 1
Existente há cerca de três anos, o projeto começou a ser desenvolvido em parceria com o Museu de Mineralogia Aitiara de Botucatu e envolve atividades didáticas nas regiões abrangidas pelo Aquífero Guarani. Conta com um trailer, que leva a exposição itinerante “Aquífero Guarani – Patrimônio Geológico”, formada por painéis, amostras de rochas e fósseis da região da cuesta. Faz parte da iniciativa uma peça teatral criada por atores e artistas plásticos da região adaptada a partir de um artigo científico sobre preservação ambiental.
unicamp aquifero guarani 2
Construído com recursos do Programa de Ação Cultural da Secretaria da Cultura do Governo de São Paulo e inaugurado no primeiro semestre, o trailer do Programa Aquífero Guarani saiu de Botucatu pela primeira vez para participar do XIX Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas, que ocorreu nessa semana em Campinas, Na Unicamp, onde esteve nesta sexta-feira, recebeu estudantes de escolas públicas de Campinas, Mairiporã, Nazaré Paulista e Socorro para visitas monitoradas na exposição. Para a grande maioria desses estudantes foi a primeira oportunidade de visitar o campus da Unicamp e de ter acesso a informações sobre o Aquífero Guarani.
A curadora do Museu de Mineralogia Aitiara, Berenice Balsalobre, explica que ao serem convidados para participar desse projeto procuraram criar uma exposição interativa e educativa. “Os museus em sua narrativa mais moderna dialogam com a sociedade fora dos muros. Desenvolvemos um projeto museológico de uma exposição itinerante, com uma inspiração antroposófica com uma exposição científica teatro oficinas com uso de terra e outra literária”, diz Berenice, destacando que buscam evitar que os alunos sejam meros espectadores e passam a interagir com o tema apresentado.
Acompanhando os estudantes da Escola Estadual Barão Geraldo de Rezende, a professora de sociologia Sandra Regina Zarpelon avalia que a participação de seus alunos em atividades como essa é uma oportunidade para entenderem na prática o conteúdo que aprendem na sala de aula. “A questão da água é levantada na sala de aula, e muitas vezes eles não tem consciência da dificuldade que nós teremos no futuro com a água potável e em que o aquífero será util. Com essa atividade eles terão reforço sobre a importância do aquífero como reserva de agua para a humanidade”. A estudante do segundo ano do ensino médio, Paola Santos, também acha que esse tipo de iniciativa pode colaborar com a conscientização da população e o aprendizado. "Uma semana antes de vir para cá tivemos uma aula sobre o Aquifero Guarani. A metodolgia que usam para amplificar esse conhecimento é muito proveitosa. Atraveés do teatro e do humor podemos compreender melhor".
Já estão previstas novas viagens educativas do trailer para a região de Ribeirão Preto, Lages-SC e Porto Alegre-RS. Mais informações sobre  trailer e a exposição itinerante do Projeto Áquifero Guarani podem ser obtidas na página do Museu de Mineralogia Aitiara.

Fonte: http://geofisicabrasil.com/

Sonda prospecta petróleo e gás em Alagoas

gazetaweb sonda imetame
Empresa capixaba instalou equipamento em Porto Calvo na busca por riqueza mineral

Porto Calvo – Sobre o chão onde hoje se situa o município de Porto Calvo, a 100 km de Maceió, na região Norte de Alagoas, foram travadas intensas refregas entre os exércitos luso-espanhol e holandês durante o Brasil Colônia, cujo principal produto disputado à época era a cana--de-açúcar. Sob o solo viçoso da terra de Calabar – controvertido personagem da história nacional – ora vilão, ora herói, pode se esconder um tesouro dos tempos modernos: petróleo ou gás natural.
Em agosto deste ano, a empresa Imetame, com sede no município de Aracruz, no estado do Espírito Santo, deu início à perfuração de um poço exploratório de hidrocarbonetos (petróleo e gás natural) na zona rural de Porto Calvo, onde foi instalada uma sonda.
Os trabalhos de sondagem no “Poço Sabedoria” ainda estão em fase inicial, mas já expelem expectativas diante da possibilidade da geração de postos de trabalho e, sobretudo, do aumento de receita para o município, por meio do pagamento de royalties, que são compensações financeiras devidas à União pelas empresas que produzem petróleo e gás natural no território brasileiro.
Os royalties incidem sobre o valor da produção do campo e são recolhidos mensalmente pelas empresas concessionárias por meio de pagamentos efetuados à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), até o último dia do mês seguinte àquele em que ocorreu a produção. A STN, então, repassa os royalties aos beneficiários (municípios) com base nos cálculos efetuados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Mas, para haver o pagamento dos royalties, é necessário existir produção. A principal fonte de receita de Porto Calvo são os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O secretário municipal de Administração, Williams Balbino, revela que Porto Calvo já recebe royalties em decorrência da passagem do gasoduto Pilar/Ipojuca pelo município, mas os valores são irrisórios.
De acordo com a ANP, Porto Calvo recebeu, no acumulado até agosto deste ano, R$ 3.377,47 em royalties, uma média de R$ 375,27 por mês. A expectativa do secretário é que se confirme a existência dos hidrocarbonetos e haja produção para que os valores se elevem. “Tudo o que vier a agregar é importante para o desenvolvimento do município”, diz.

Fonte: http://geofisicabrasil.com/

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Preços do petróleo recuam 3% após frustrações com acordo

Exploração de petróleo
Os preços do petróleo caíram cerca de 3 por cento nesta terça-feira após a Arábia Saudita e o Irã desfazerem esperanças do mercado de que os dois principais produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) iriam achar um consenso essa semana durante reunião em Argel para ajudar a reduzir um acúmulo global da commodity.
O ministro de Energia saudita Khalid al-Falih disse a repórteres na capital da Argélia, onde membros da Opep e outros produtores estão reunidos até a quarta-feira para o Fórum Internacional de Energia, que não espera que um acordo saia das consultas realizadas no último dia do encontro.
Ele também disse que não acha que há uma necessidade de ajustar ou cortar significativamente a oferta e que o Irã, a Líbia e a Nigéria deveriam receber permissão de produzir nos níveis máximos vistos recentemente.
"Se você estava em busca de algo perigoso dessa reunião, era isso", disse Jim Williams, analista da WTRG Economics em London, no Arkansas. "Ao invés de cortar, eles estão dizendo a todos para aumentar substancialmente a oferta".
O petróleo Brent fechou em queda de 1,38 dólar, ou 2,9 por cento, a 45,97 dólares por barril.
O petróleo dos EUA caiu 1,26 dólar, ou 2,7 por cento, a 44,67 dólares por barril.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

Divergências na Opep afastam acordo para congelar produção

Petróleo contrabandeado pelo EI na Síria
Irã Arábia Saudita voltaram a expressar nesta terça-feira suas divergências sobre como estimular os preços do petróleo, e afastaram um pouco mais a possibilidade de um acordo para congelar a produção na reunião dos países daOpep em Argel.
Os membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo realizam na quarta-feira uma reunião informal para tentar reativar o preço do petróleo, muito fraco desde meados de 2014 e que agora está por volta dos 45 dólares o barril.
As divergências, sobretudo entre Irã e Arábia Saudita, afastam um pacto, como já aconteceu em uma reunião parecida em Doha em abril.
"Chegar a um acordo em dois dias não está em nossa agenda", disse nesta terça-feira em Argel o ministro iraniano do petróleo, Bijan Namdar Zanganeh.
"Precisamos de tempo para fazer consultas mais amplas", explicou, apontando que talvez se chegue a um acordo no dia 30 de novembro, durante a reunião ordinária da Opep em Viena.
O Irã quer continuar aumentado sua produção até o nível anterior às sanções internacionais, suspensas depois do acordo histórico de julho de 2015 com as grandes potências sobre seu controverso programa nuclear.
"Não estamos preparados para congelar a produção", disse o ministro, esclarecendo que a meta do país é chegar a 4 milhões de barris diários (mbd), frente aos 3,6-3,8 mbd atuais.
Após as declarações do ministro iraniano, seu colega saudita Jaled al Faleh advertiu que "só um país não pode influenciar no mercado", mas se declarou "otimista" sobre a reunião de quarta-feira, com a esperança de que os produtores "cheguem a uma visão comum".
O secretário-geral da Opep, o nigeriano Mohammed Barkindo, relativizou as divergências.
"O que a República Islâmica do Irã e os demais países membros (da Opep) disseram faz parte das negociações", garantiu.
Segundo uma fonte próxima ao governo argelino, a reunião servirá "no mínimo" para estabelecer as bases de um futuro acordo.
A Rússia, o outro grande exportador de petróleo mundial junto com a Arábia Saudita e que, embora não integre a Opep, participará das discussões de Argel, disse que está disposta a reduzir sua produção, atualmente em níveis máximos, segundo uma fonte próxima ao governo argelino.
No entanto, o ministro russo de Energia, Alexandre Novak, disse à imprensa que seu país não tomará qualquer decisão até que a reunião chegue ao fim.
Já o ministro iraquiano de Petróleo, Jabbar Alí Hussein al Aybi, espera "resultados positivos" do encontro para "estabilizar o mercado petrolífero mundial".

Fonte: http://exame.abril.com.br/