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domingo, 9 de outubro de 2016

Setor de óleo e gás pode atrair US$ 100 bilhões

Em 2006 foi anunciada a descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos, na área de TUPI - hoje campo de Lula
Com a aprovação na Câmara do projeto de lei que desobriga a Petrobrás de liderar todas as operações no pré-sal, será possível atrair US$ 100 bilhões em investimentos para o setor de acordo com o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP).
"O Brasil volta a entrar no radar das empresas", afirmou o presidente do instituto, Jorge Camargo. A expectativa do instituto é que os primeiros reflexos comecem a ser sentidos em 2018.
Para viabilizar os investimentos, as companhias petroleiras já se preparam para apresentar ao Congresso novas mudanças na Lei da Partilha, conforme apurou oBroadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Entre as sugestões, elas querem acabar com a definição de polígono do pré-sal, o "filé mignon" do litoral brasileiro.
O polígono do pré-sal é uma área na Lei da Partilha (12.351), com 800 km de extensão por 200 km de largura, no litoral entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde as rochas têm características semelhantes e a chance de encontrar grandes reservas de pré-sal é maior. Todas as descobertas na região, acima ou abaixo da camada de sal, devem ser regidas pelo regime de partilha, em que o lucro é repartido com a União.
Na avaliação das petroleiras, ao uniformizar as regras para todos os blocos da região, a legislação afeta a atratividade de reservatórios menores de pós-sal, que, segundo elas, deveriam ser leiloados sob o regime de concessão.
Por enquanto, o Congresso aprovou apenas o fim da obrigatoriedade de a Petrobrás responder por, no mínimo, 30% dos projetos de pré-sal. A estatal poder escolher os que prefere liderar. A aprovação do projeto de lei de autoria do senador licenciado e ministro de Relações Exteriores, José Serra, é um revés na política do setor nos últimos 13 anos. O governo petista posicionou o pré-sal como peça-chave do desenvolvimento econômico.
É também a consolidação de uma velha reivindicação do IBP, que desde a aprovação da Lei da Partilha (12.351), em 2010, atua pelo fim da figura do operador único, papel atribuído exclusivamente à Petrobrás até a aprovação do projeto de lei pela Câmara nesta semana.
Agora, o governo vai poder leiloar áreas de pré-sal descobertas por diversas companhias, inclusive a Petrobrás, enquanto buscavam delimitar reservatórios de pós-sal. Essas áreas, conhecidas tecnicamente como unitizáveis, são extensões mais profundas de blocos que já estavam sendo operados e que contavam com uma estrutura de exploração montada.
Ao descobrirem que os reservatórios atingiam o pré-sal, as petroleiras tiveram que parar suas plataformas porque a Lei da Partilha proibia qualquer outra empresa que não fosse a Petrobrás de operar no pré-sal. O impasse foi solucionado com a mudança de lei nesta semana, com a flexibilização da operação no pré-sal.
A expectativa do IBP é de que haja de 5 bilhões a 10 bilhões de barris de petróleo nessas condições, que demandariam investimento de US$ 50 a US$ 100 bilhões. O governo espera leiloar o pré-sal unitizável no ano que vem. Será a primeira concorrência do tipo desde 2013, quando Petrobrás, Shell, Total e as chinesas CNCC e CNOOC levaram o superbloco de Libra, na Bacia de Santos.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Exportações de petróleo do Brasil crescem mais de 20%

Engenheiro de petróleo
As exportações brasileiras de petróleo subiram 22 por cento no terceiro trimestre, ante o mesmo período do ano passado, para 11,386 milhões de toneladas, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira, enquanto a produção da commodity no país registra recordes sucessivos.
O forte avanço do trimestre foi impulsionado pelas vendas externas de setembro, que cresceram 42 por cento em relação ao mesmo mês de 2015, para 4,11 milhões de toneladas.
A receita com as vendas externas em setembro acompanhou o aumento das vendas e somou 1,102 bilhão de dólares, alta de 40 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado, apesar de os preços terem caído 1,4 por cento na média no período.
O avanço das exportações refletem o aumento expressivo da produção no pré-sal das bacias de Campos e Santos, operadas pela Petrobras em parceria com outras companhias, como a anglo-holandesa Shell.
Os dados de produção de setembro ainda não foram publicados, mas a produção de petróleo no Brasil subiu pelo quinto mês consecutivo em agosto, renovando um recorde mensal de extração pela terceira vez seguida, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A produção de petróleo do Brasil somou em agosto 2,609 milhões de barris por dia (bpd), alta de 1,1 por cento ante julho e avanço de 2,4 por cento ante o mesmo mês de 2015.
O crescimento da produção e das exportações ocorre em meio a uma recente recuperação do preço do petróleo tipo Brent, referência global, que nesta segunda-feira fechou a 50,89 dólares por barril, apoiado pelo plano de corte da produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Fonte: http://exame.abril.com.br/

Para analistas, acordo da Opep não resolve excesso de oferta

24. Operador de exploração de petróleo
O acordo provisório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para reduzir sua produção, revelado na semana passada, pode ter vindo tarde demais.
Após produzir a todo vapor nos últimos dois anos, a Opep está estudando cortar sua produção em até 700 mil barris por dia nos próximos meses. Muitos analistas, porém, dizem que a redução proposta não é suficientemente grande e não ocorrerá em tempo hábil para lidar com o problema do excesso de oferta, que vem pressionando os preços do petróleo.
No começo do ano, houve várias projeções de que a oferta e a demanda atingiriam o equilíbrio até o fim de 2016. No entanto, mesmo após o acordo da Opep, a aposta majoritária agora é de que o equilíbrio não virá antes de meados do ano que vem. Os estoques globais estão próximos de níveis recordes e os produtores de óleo de xisto dos EUA acabaram passando a perna na Opep, ao resistirem relativamente bem à queda nos preços e se posicionando para impulsionar a produção quando as cotações voltarem a subir.
"Os ágeis produtores dos EUA tiraram parte do poder da Opep", comentou Daniel Yergin, vice-presidente do IHS Markit e observador de longa data dos mercados de petróleo. "Hoje, há muito mais petróleo que não é da Opep."
Na última quarta-feira (28), a Opep chegou a um consenso para reduzir sua produção a um volume entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris por dia, de 33,2 milhões de barris diários em agosto. Na ocasião, o cartel informou que pretende finalizar detalhes do plano na reunião de cúpula que fará em novembro.
A iniciativa da Opep pegou os mercados de surpresa, levando os preços do petróleo negociado em Nova York a subirem mais de 8% nas três últimas sessões da semana passada. No ano,ao petróleo acumula valorização de 30%, após chegar a cair abaixo de US$ 30 por barril meses atrás.
No entanto, continua incerto quais países da Opep poderão reduzir produção e que critérios serão usados para se implementar o plano. Tradicionalmente, os integrantes do grupo costumam descumprir cotas de produção.
E mesmo que a Opep ratifique o acordo, especialistas de energia diziam que o corte na produção terá efeito limitado na correção dos desequilíbrios entre oferta e demanda. O excesso de petróleo reflete em parte a mudança nos papéis de produtores dos EUA e da Opep, uma vez que as empresas norte-americanas que exploram óleo de xisto ampliaram sua participação de mercado e conquistaram maior capacidade de influenciar os preços globais.
"A Opep não controla a produção marginal e, consequentemente, não tem influência duradoura sobre o preços", avaliou o Commerzbank em nota recente.
Países que não fazem parte da Opep respondem atualmente por 58% da produção mundial de petróleo, que no segundo trimestre alcançou 95,9 milhões de barris por dia, ficando acima da demanda estimada de 95,6 milhões de barris diários, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
A redução proposta pela Opep só reduziria o excesso de oferta se não fosse compensada pelos ganhos na produção de fora do grupo. Além disso, mesmo que o corte alinhe a produção ao consumo, os estoques globais continuam elevados.
Em julho, período mais recente para o qual há dados disponíveis, os estoques de petróleo bruto e produtos refinados em nações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ultrapassaram 3,1 milhões de barris, mostrando alta de 15% em relação a dois anos antes, de acordo com dados da AIE. Os estoques não relacionados à OCDE também estão próximos de níveis recordes, segundo estimativa da Bernstein Research.
"No final das contas, o assunto se resume a fundamentos bem básicos: quanto de petróleo temos no sistema?", apontou Joe Tanious, estrategista sênior de investimentos na Bessemer Trust. "Precisamos ver uma diminuição nesses estoques."
No geral, a produção de fora da Opep deverá recuar mais de 800 mil barris por dia este ano, segundo a AIE, mas subir quase 400 mil barris diários em 2017, graças a maior contribuição do Canadá, da Rússia e do Brasil.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

Irã diz à Venezuela que é essencial elevar preço do petróleo

4. Engenheiro de petróleo
O presidente do Irã Hassan Rouhani disse ao chefe do Executivo venezuelano Nicolás Maduro em uma conversa por telefone que é essencial que os países produtores de petróleo tomem uma decisão para aumentar o preço da commodity e estabilizar o mercado, disse a agência estatal de notícias iraniana IRNA.
Tanto o Irã quanto a Venezuela são membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que alcançou acordo durante reunião informal na Argélia na última semana para viabilizar uma modesta redução na produção de petróleo, o primeiro acordo do tipo desde 2008.
A quantidade de petróleo que cada país irá produzir será decidida na próxima reunião formal da Opep em novembro, quando um convite para se unir aos cortes de oferta pode ser estendido aos países não membros da Opep, como a Rússia.
"Todos os países deveriam ajudar o comitê de especialistas a tomar decisões durante a cúpula de novembro da Opep que elevem os preços do petróleo", disse Rouhani nesta segunda-feira, segundo a IRNA.
Rouhani acrescentou que membros da Opep também deveriam negociar com não membros do grupo para estabilizar o mercado.
A Venezuela, que luta contra uma crise econômica agravada pelos baixos preços do petróleo, tem feito grande esforço nos últimos meses para que a Opep e outros produtores de petróleo discutam cortes na oferta.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

Petrobras inicia venda de participação na BR Distribuidora para terceiros

Petrobras inicia venda de participação na BR Distribuidora para terceiros
Divulgação Divulgação
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (3) o início formal do processo de venda da participação na empresa BR Distribuidora. Em nota publicada na página da estatal na internet, a companhia detalhou o processo.
“Comunicamos hoje ao mercado o início do envio de prospecto [teaser] sobre o processo de venda da nossa participação acionária na BR Distribuidora para potenciais parceiros. A seleção de empresas que receberam o teaser foi realizada com base em critérios objetivos, em conjunto com a instituição financeira especializada em fusões e aquisições contratada para assessorar o processo de venda”, informou a Petrobras.
A estatal explicou que a decisão faz parte da estratégia definida pelo Conselho de Administração em julho deste ano de compartilhamento de controle, em uma estrutura societária que visa assegurar a maioria do capital total da BR, mantendo 49% do capital votante.
“Esse novo modelo de venda atrai maior interesse do mercado e tem como objetivo maximizar o valor do negócio de distribuição de combustíveis, atender aos nossos objetivos estratégicos e manter a operação integrada na cadeia do petróleo.”
A venda de ativos da Petrobras visa a fortalecer o caixa da empresa, que sofreu prejuízo de R$ 34,8 bilhões em 2015, por problemas envolvendo corrupção interna, má administração e devido ao preço baixo do petróleo no mercado internacional.

Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br/

Recursos não convencionais de petróleo e gás natural

Recursos não convencionais de petróleo e gás natural
Divulgação Divulgação
No mês de agosto de 2016 foi publicado o relatório “Aproveitamento de hidrocarbonetos não convencionais no Brasil”, resultado de um trabalho interministerial realizado no âmbito do Comitê Temático de Meio Ambiente (CTMA) do PROMINP (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural), denominado Projeto MA-09 do CTMA/PROMINP.
O estudo envolveu técnicos do Ministério de Minas e Energia – MME, Ministério do Meio Ambiente – MMA, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, Empresa de Pesquisa Energética – EPE e Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis – IBP, e foi motivado pela necessidade de se estabelecer uma posição unificada de governo e um quadro sólido de referência, capaz de viabilizar a atividade de exploração e produção de recursos petrolíferos não convencionais no Brasil.
O relatório foi realizado a partir da compilação de uma base consistente de informações na literatura internacional, incluindo estudos científicos publicados, relatos de impactos documentados, medidas mitigadoras sugeridas e arranjos regulatórios adotados nas experiências internacionais. O estudo busca preencher as lacunas de conhecimento existentes e ampliar o debate qualificado, objetivando avaliar a viabilidade de produção segura de recursos não convencionais, e dos possíveis benefícios sociais e econômicos dela decorrentes.
O foco principal é garantir que o aproveitamento de hidrocarbonetos não convencionais no Brasil – quando e se ocorrer – se realize com a necessária transparência, com a garantia da segurança operacional, da proteção à saúde humana e da preservação do meio ambiente. Espera-se, ainda, que o relatório passe por discussão ampla com os setores interessados e representantes da sociedade civil, comunidade acadêmica e Ministério Público. Busca-se, assim, obter um marco conceitual abrangente, que configure a necessária segurança jurídica a próximas ofertas de áreas promissoras para recursos petrolíferos não convencionais, assim como trazer à sociedade a garantia da adoção de medidas mitigadoras e regulatórias capazes de garantir a devida segurança operacional e ambiental.
O estudo pode ser encontrado na página da ANP na internet, no link Meio Ambiente:http://www.anp.gov.br/?id=558

Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br/

Na Índia, etanol pode reduzir dependência do petróleo importado

Na Índia, etanol pode reduzir dependência do petróleo importado
Divulgação/Eduardo Leão de Sousa Divulgação/Eduardo Leão de Sousa
Além de proporcionar maior estabilidade à renda de fornecedores canavieiros, o aumento da produção de etanol poderá reduzir drasticamente a forte dependência do petróleo na Índia, país que importa mais de 80% das suas necessidades de gasolina e diesel.
Esta é a conclusão do diretor Executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA),Eduardo Leão de Sousa, após participar de diversas reuniões com entidades e autoridades políticas indianas na segunda quinzena de setembro (20 a 23/09), durante visita de uma comitiva liderada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, àquele país.
"Atualmente, a Índia possui um programa que indica uma mistura de 10% de etanol na gasolina, mas esta participação não chega ainda a 4% na média do País. Além de maior diversificação de renda aos produtores, o cumprimento daquela meta permitirá ainda uma redução das emissões de gases de efeito estudo e poderá reduzir significativamente os níveis de poluição atmosférica nas grandes metrópoles da Índia, que tem atingido níveis alarmantes de poluentes", explica o representante da UNICA. A viagem de Eduardo à Índia foi possível graças à parceria entre a UNICA e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), cujo objetivo é valorizar a imagem do etanol brasileiro no exterior.
Na Índia, de acordo com o diretor da UNICA, o contingente de fornecedores de cana é muito maior em comparação ao Brasil, e a agricultura de pequena escala faz com que a produção de cana seja muito volátil. "Quando as cotações do açúcar estão desestimulantes, os empresários indianos são forçados a migrar para outras culturas. Expandindo a fabricação doméstica de etanol, eles poderão reduzir esta dependência de um só produto e garantir uma fonte mais diversificada de receita", avalia.
Eduardo Leão acrescenta que além dos inúmeros benefícios sociais, econômicos e ambientais gerados pelo crescimento da oferta de etanol na Índia, outros reflexos dessa mudança seriam o fortalecimento do mercado global do biocombustível e a diminuição da instabilidade dos preços do açúcar no cenário internacional. "Pela sua dimensão, ao ampliar o investimento em programas de combustíveis renováveis, a Índia, segunda maior produtora de cana-de-açúcar do mundo, contribuirá imensamente para o processo de transformação do etanol em commodity", ressalta.
Juntamente com o presidente do Fórum Nacional Sucroenegético, André Rocha, durante os quatro dias em que esteve visitando o país asiático, o diretor da UNICA cumpriu uma extensa agenda institucional em nome do setor. Veja abaixo os principais destaques desta programação:
21/09: Reunião com o ministro do Petróleo e Gás da Índia, Dharmendra Pradhan, com presença do ministro do Mapa, Blairo Maggi;
21/09: Apresentação para o Grupo de Trabalho de Biocombustíveis, no Ministério do Petróleo e Gás, formado por representantes da iniciativa privada (produtores de etanol, fornecedores de cana, empresas de petróleo e indústria automobilística) e é coordenado pela Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis (SPG), com o envolvimento dos Ministérios de Energias Renováveis, da Agricultura e de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
22/09: Reunião com o diretor Executivo da Associação de Produtores de Açúcar da Índia (ISMA, em inglês), Abinash Verma;
Etanol indiano
Na Índia, a adoção de um programa voltado para o biocombustível feito a partir da cana teve início em 2007, mas sem a obrigatoriedade de mistura na gasolina, como ocorre no Brasil. Atualmente, o País mescla o combustível fóssil com até 27% de etanol.
Em dezembro de 2015, com o objetivo de reduzir prejuízos econômicos e ambientais causados pela importação e uso dos derivados de petróleo e ajudar 1,5 milhão de produtores rurais, o governo indiano instituiu a meta nacional de se adicionar 10% do biocombustível em cada litro do carburante fóssil vendido no país. Até o momento, a medida já foi implantada em seis estados. Na média, a mistura tem oscilado entre 3% a 4%.
No ano passado, as usinas produziram quase 3,0 bilhões de litros de etanol a partir do melaço, subproduto da fabricação do açúcar. Deste volume, 1,3 bilhão de litros foram usados como combustível automotivo e 1,6 bilhão de litros destinados para as indústrias de bebidas e alcoolquímicas.
Dependendo da rentabilidade, a produção de etanol pode aumentar em até 3 bilhões de litros, somente com a utilização do melaço residual do açúcar, lembrando que a produção de etanol a partir do caldo da cana é proibida no país. A importação de biocombustíveis atualmente só é autorizada quando necessário para atender a demanda, e depende de decisão do Comitê de Coordenação da Política de Biocombustível da Índia.

Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br/