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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Geração de energia solar pode ganhar incentivos fiscais

Geração de energia solar pode ganhar incentivos fiscais
Divulgação Free Images Divulgação Free Images
Equipamentos e componentes para geração de energia solar ficarão isentos do Imposto sobre Importação. Projeto de Lei 317/2013, do Senado Federal, foi aprovado hoje (25) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) assegurando o incentivo.

Na justificativa da proposta, o autor, senador Ataídes Oliveira (PROS-TO), destacou que as usinas hidrelétricas vêm perdendo espaço na matriz elétrica brasileira, acrescentando que a geração termoelétrica passou a ser um recurso mais acionado que o desejável. Segundo ele, o resultado é o aumento da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

Conforme Oliveira, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê a construção de mais 31 empreendimentos de energia solar, com o Leilão de Energia de Reserva 2014, realizado no dia 31 de outubro. O leilão atraiu investimentos de R$ 7,1 bilhões, que também serão utilizados em empreendimentos de energia eólica. Os de energia solar terão capacidade instalada total de 889,6 megawatts (MW) e os de energia eólica de 769,1 MW. Rio Grande do Norte e São Paulo foram destaque na oferta de projetos de energia solar.

Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br

Pesquisadores criam plástico que se desmancha quando exposto à luz




Pesquisadores americanos descobriram uma espécie de plástico biodegradável, que pode ser reduzido à moléculas quando exposto uma fonte de luz específica.

Normalmente, compostos plásticos demoram centenas de anos para se decompor, gerando uma série de problemas ambientais como o chorume, líquido que escorre da fragmentação do material e é altamente tóxico.

O estudo, feito por cientistas da Universidade da Dakota do Norte, usou um composto a base de frutose (proteína encontrada em frutas) para criar uma solução de moléculas, que então foram convertidas em um polímero, que é uma espécie de plástico.

Posteriormente, ao expor o plástico a uma fonte de luz ultravioleta por três horas, os pesquisadores conseguiram degradar o polímero, reduzindo-o de volta a solução de moléculas que havia o originado.

"Nossa estratégia poderá construir novos materiais degradáveis com a luz após serem usados, diminuindo os efeitos de produtos químicos indesejados no meio ambiente" afirmou o Dr. Sivaguru Jayaraman, um dos responsáveis pelo estudo.

Os pesquisadores afirmam que ainda são necessários mais testes para testar a durabilidade e a força dos potenciais plásticos derivados do composto de frutose antes de começar a venda desses produtos.

Nos próximos dois anos, o grupo irá examinar como o processo pode funcionar com plásticos usados em carros e eletrônicos, alguns dos polímeros mais consumidos atualmente.


Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Tecnologia limpa converte água em combustível




Uma empresa de tecnologia limpas da Alemanha, chamada Sunfire GmbH, desenvolveu uma plataforma que converte H2O e CO2 (dióxido de carbono) em gasolina sintética, diesel e querosene - também conhecidos como hidrocarbonetos líquidos. A tecnologia utilizada é chamada pela empresa de "Power to Liquid".

A técnica é baseada no processo de Fischer-Tropsch juntamente a células eletrolisadoras de óxido sólido (SOECs, na sigla em inglês). Os SOECs são usados para converter energia elétrica - fornecida por fontes renováveis, como a eólica e solar - em vapor. O oxigênio, então, é removido deste vapor para produzir hidrogênio.

A partir daí, este hidrogênio é utilizado para reduzir o CO2 - captado da atmosfera, precipitado de biogás ou recolhido utilizando processamento de resíduos de gás - em monóxido de carbono (CO); e o H2 e o CO resultantes são então sintetizados em combustível de alta pureza utilizando o processo de Fischer-Tropsch. O excesso de calor do processo, então, é utilizado para criar mais vapor. De acordo com Sunfire, isso garante uma taxa de eficiência de 70%.

A capacidade de reciclagem de CO2 do equipamento atualmente é de 3,2 toneladas por dia, produzindo um barril de combustível durante o mesmo período. "Este equipamento nos permite provar a viabilidade técnica em escala industrial", disse Christian von Olshausen, CTO da Sunfire, ao CNET. 

"Agora é uma questão de fatores regulatórios se acertarem de modo que deem aos investidores um nível suficiente de segurança no planejamento. Uma vez que isso aconteça, será possível dar início à substituição passo-a-passo de combustíveis fósseis. Se queremos alcançar a autonomia de combustível no longo prazo, precisamos começar hoje ", afirmou.


Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br

Justiça suspende exploração de gás de folhelho na Bahia

A pedido do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA), a Justiça Federal determinou, em caráter liminar, a suspensão dos efeitos decorrentes da 12ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios, promovida pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e dos contratos já assinados, em relação aos blocos da Bacia do Recôncavo para a exploração do gás de xisto pela técnica do fraturamento hidráulico.
Além disso, a Justiça determinou que a ANP não realize novas licitações referentes à exploração de gás de folhelho na Bacia do Recôncavo e não autorize a celebração de contratos relativos à atividade. Tudo isso enquanto não houver prévia regulamentação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e não for realizada a Avaliação Ambiental de Áreas Sedimentares (AAAS). Em caso de descumprimento da decisão, a agência fica sujeita à multa diária de mil e quinhentos reais.
A ação civil pública foi proposta pela procuradora da República Caroline Queiroz para evitar que a exploração de gás de xisto pela técnica de faturamento hidráulico ocorra de forma prematura, tendo em vista a ausência de uma estrutura regulatória adequada e de estudos técnicos suficientes sobre os danos socioambientais decorrentes dessa atividade.
A Justiça concordou com o argumento do MPF de que a ANP ignorou o Parecer Técnico do Grupo de Trabalho Interinstitucional de Atividades de Exploração e Produção de Óleo e Gás (GTPEG), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, que reputou imprescindível a realização de uma Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AASS) para subsidiar futuro licenciamento ambiental dos blocos.
A decisão considerou temerário o argumento da ANP de que fora transferida para as empresas exploradoras a obrigação de apresentar os estudos de impactos ambientais das áreas licitadas e os projetos de gestão de riscos.
A Justiça Federal entendeu que, por integrarem o complexo procedimento administrativo que conduz ao licenciamento ambiental, esses estudos não podem ser atribuídos a particulares, sendo ato exclusivo da administração pública no exercício do seu poder de fiscalização ambiental.
Assim, entendendo que inexistem estudos técnicos suficientes sobre os impactos ambientais e sociais da exploração de gás de xisto e tendo em vista os riscos comprovados em países que já utilizaram essa técnica, a decisão reputou presente fundado receio de dano irreparável e concedeu o pedido liminar formulado pelo MPF.

Bacia do Recôncavo

A 12ª Rodada de Licitações, realizada em novembro de 2013, disponibilizou blocos na Bacia do Recôncavo para a exploração de gás de folhelho por meio da técnica de fraturamento hidráulico. Dos 50 blocos que foram ofertados na Bacia do Recôncavo, foram arrematados 30 (correspondentes a uma área de 868,59 km²), que se localizam nos Municípios de Candeias, Camaçari, Cardeal da Silva, Dias D'Ávila, Entre Rios, Esplanada, Mata de São João, Pojuca, São Sebastião do Passé e Simões Filho. Há blocos que se sobrepõem a áreas com restrições ambientais e a zonas urbanas.
De acordo com parecer técnico do Grupo de Trabalho Interinstitucional de Atividades de Exploração e Produção de Óleo e Gás do Ministério do Meio Ambiente (GTPEG), a exploração por meio do fraturamento hidráulico pode gerar vários danos, como contaminação das reservas de água potável e do solo, possibilidade de ocorrência de tremores de terra, emprego de excessiva quantidade de água para a utilização da técnica, etc. Alertou-se também que esse tipo de exploração demanda a perfuração de um número de poços elevado em relação à produção do gás convencional, o que intensifica os riscos e impactos.

Gás de xisto

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o gás de folhelho, conhecido como gás de xisto, é um gás natural que se encontra aprisionado em formações de baixa permeabilidade. Sua exploração passou a ser economicamente viável na década de 90, a partir do desenvolvimento da técnica do fraturamento hidráulico, que consiste em fraturar as finas camadas de folhelho (rocha argilosa de origem sedimentar) com jatos de água sob pressão. A água recebe adição de areia e de produtos químicos que mantêm abertas as fraturas provocadas pelo impacto, mesmo em grandes profundidades.

Fonte: http://geofisicabrasil.com

Itaipu comprova que grandes hidrelétricas são viáveis, diz Lobão

Itaipu comprova que grandes hidrelétricas são viáveis, diz Lobão
Divulgação Itaipu Binacional Divulgação Itaipu Binacional
O sucesso da Itaipu Binacional na promoção de iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável, como o Cultivando Água Boa (CAB), veículos elétricos e geração a partir de biogás, comprova que grandes projetos hidrelétricos são viáveis do ponto de vista econômico, social e ambiental, na opinião do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.

O Ministro participou da abertura da 12ª edição do encontro anual do programa CAB, na noite de quarta-feira, 19 de novembro e de Mesa-redonda sobre Desenvolvimento Sustentável, na quinta-feira, 20 de novembro, em Foz do Iguaçu. O encontro teve a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“No momento em que o Brasil precisa ampliar seu parque gerador, Itaipu permanece à frente, como exemplo de que é possível construir grandes hidrelétricas respeitando o meio ambiente e promovendo o desenvolvimento nacional. No caso da Itaipu, isso também se estende ao Paraguai e a outros países vizinhos”, afirmou Lobão.

A abertura do encontro do CAB foi marcada pela consolidação do programa socioambiental da Itaipu como uma ação de cooperação internacional do Brasil. Na ocasião, com a chancela do Comitê Intergovernamental Coordenador da Bacia do Prata (CIC), as binacionais de Salto Grande (Uruguai-Argentina), Yacyretá (Paraguai-Argentina) e Itaipu firmaram um convênio que oficializa o compartilhamento da metodologia de gestão participativa e recuperação de microbacias hidrográficas do CAB. 

O acordo foi assinado pelos diretores-gerais da Itaipu, Jorge Samek e James Spalding, e pelos representantes de Yacyreta, Federico Schulz (Paraguai) e Carlos María Mozzoni (Argentina), e da usina de Salto Grande, Juan Carlos Cresto (Argentina) e Gabriel Rodríguez (Uruguai), e pelo secretário geral do (CIC), José Luis Genta.

A metodologia será aplicada em seis microbacias da Bacia do Prata. Além dessas, microbacias localizadas na Guatemala, República Dominicana e Espanha, relacionadas a hidrelétricas e mineradoras, também adotaram essa metodologia. “O Cultivando Água Boa é um belo exemplo dessa visão generosa e responsável da Itaipu, de gestão que une a eficiência econômica, a justiça social e a responsabilidade ambiental”, acrescentou Lobão, que afirmou que as experiências de Itaipu também são referência para novos projetos hidrelétricos no Brasil. “Itaipu é um grande exemplo e orgulho para o País".   

Samek, que fez um retrospecto dos 11 anos de boas práticas do CAB, enfatizou a disposição da Itaipu em cooperar com a promoção do desenvolvimento sustentável nos países que estão adotando a metodologia.

 Além dos diretores das três binancionais e do ministro Lobão, participaram da cerimônia de abertura representantes dos países envolvidos com a replicação do CAB, a diretora do programa Década da Água da Organização das Nações Unidas (ONU), Josefina Maestu, o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Caetano de Paula Júnior, a vice-prefeita Mirian Gonçalves, o prefeito de Santa Helena, Jucerlei Sotoriva, representando os municípios lindeiros, o teólogo e escritor Leonardo Boff, o diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Lopes Varella Neto, prefeitos dos municípios da Bacia do Paraná 3, entre outras autoridades.

Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br

Ferrovia Norte-Sul precisa ser interligada a outras ferrovias para integrar logística nacional

Ferrovia Norte-Sul precisa ser interligada a outras ferrovias para integrar logística nacional
Wilson Dias / Agência Brasil Wilson Dias / Agência Brasil
Quando concluída, a Ferrovia Norte-Sul consolidará a espinha dorsal do transporte ferroviário brasileiro. Mas é preciso antes tocar as obras de novas ferrovias e integrar a malha ferroviária para permitir o escoamento da carga oriunda do interior do país. Só o mercado exportador de grãos da região Centro-Oeste, por exemplo, passará a ter acesso a cinco portos da regiões Norte e Nordeste para embarcar cargas hoje movimentadas sobre rodovias.

A conclusão é do estudo  A Ferrovia Norte-Sul e a integração nacional, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O trabalho conclui que, uma vez finalizada, a via induzirá um grande crescimento no transporte de cargas do interior do país para exportação e na movimentação de cargas entre regiões do país. Os principais produtos a serem movimentados são soja, farelo e óleo de soja, milho, cana-de-açúcar, etanol, açúcar, papel, celulose e minerais.

Para isso, o estudo considera necessário concluir a Ferrovia Transnordestina, que dará acesso aos portos de Pecém (CE) e de Suape (PE); a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que liga o interior da Bahia ao porto de Ilhéus (BA); construir a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), entre Mato Grosso e Goiás, melhorando o transporte na principal região produtora de grãos do país.

O prolongamento da Ferrovia Norte-Sul entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA), no entanto, é um dos passos mais relevantes para consolidá-la como grande eixo da logística nacional. Com este trecho, estabelece-se uma rota do centro do país até o porto de Vila do Conde (PA), importante saída para exportação marítima para a Europa e para a Ásia, pelo Canal do Panamá. Com este trecho, pode-se quintuplicar o volume de carga transportado na Norte-Sul, em 2013, que foi de 3 milhões de toneladas úteis.
Mais investimentos em infraestrutura
"Nos próximos dez anos, a principal infraestrutura que atenderá a demanda por combustíveis será a Ferrovia Norte-Sul, que ligará o porto de Itaqui (MA) até a cidade de Estrela do Oeste (SP)" esclarece Marcus D' Elia, gerente sênior do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). Uma infraestrutura essencial para combustíveis que deverá trazer redução de custos para a região Centro-Oeste do país, que opera basicamente por meio do modal rodoviário. "A falta de infraestrtura alternativa de dutos, hidrovias e ferrovias, torna a utilização do modal rodoviário predominante do território brasileiro, onerando custos e entraves na capacidade logística do país", conclui.

Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

China vai construir oito bases gigantes de gás natural

O governo chinês está determinado a substituir uma boa parte do carvão, que alimenta suas termoelétricas, por gás, reduzindo drasticamente a poluição que atinge a todas as grandes cidades do país.

Neste sentido a China está fazendo gigantescos investimentos como os US$400 bilhões investidos na compra do gás natural russo e nos gasodutos.

Agora o país se prepara para construir 8 novas bases de produção de gás natural que estarão em funcionamento até 2020. Com esses investimentos, a segunda maior economia do mundo se prepara para ter, pelo menos, 10% de seu suprimento de energia vindo do gás natural.

Os chineses estão, na realidade, copiando o sucesso americano, onde o gás dos folhelhos fez uma enorme revolução industrial, reduzindo custos e revigorando as indústrias como as do aço.

Com esse esforço os chineses estarão produzindo mais de 190 bilhões de metros cúbicos de gás ao ano. O gás será, também utilizado nos transportes públicos, taxis e ônibus, assim como nas indústrias petroquímicas.

Enquanto isso aqui no Brasil…

Mesmo tendo bacias sedimentares tão grandes ou maiores do que as chinesas a produção brasileira de gás dos folhelhos é desprezível. A produção total brasileira vem dos poços de petróleo e atinge em torno de 28 bilhões de metros cúbicos de gás por ano.

Isso é quase sete vezes menos do que a China vai produzir nos folhelhos em 2020…


Fonte: http://noticiasmineracao.mining.com