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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Produção de petróleo e gás da Petrobras no Brasil cai

Petróleo sendo examinado na Petrobras
Petrobras anunciou nesta quinta-feira que sua produção total de petróleo e gás natural no Brasil em março foi de 2,574 milhões de barris de óleo equivalente (boed), volume 1,4 por cento inferior ao de fevereiro, porém 10,4 por cento acima do volume de março do ano passado.
A produção total operada pela companhia no Brasil, incluindo a parcela operada para as empresas sócias, foi de 2,834 milhões de boed, 0,7 por cento inferior ao patamar registrado em fevereiro.
A produção de petróleo operada no país foi de 2,297 milhões de bpd, 0,9 por cento inferior à do mês anterior.
Segundo a companhia, a redução na produção em março deveu-se, principalmente, à parada temporária da plataforma P-58, que entrou em operação em 17 de março de 2014 e passa por fase final de testes e ajustes. "De 18 de março a 8 de abril de 2015, a Petrobras paralisou a produção da unidade para fazer manutenções preventivas e melhorar a eficiência operacional de alguns sistemas", afirmou a companhia em comunicado.
A produção própria de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 74 milhões de metros cúbicos por dia em março, mesmo patamar do mês anterior.
Também em março, a produção operada pela Petrobras na camada pré-sal das bacias de Santos e Campos, incluindo a parcela operada para as sócias, atingiu média mensal recorde de 672 mil barris de petróleo por dia (bpd), 0,5 por cento acima do recorde anterior, de 669 mil bpd em janeiro.
Esse volume representa um crescimento de 70 por cento em relação à produção de março de 2014.
Fonte: http://exame.abril.com.br

Maior FPSO do mundo adota tecnologia Metso

Maior FPSO do mundo adota tecnologia Metso
Divulgação Eni Divulgação Eni
A maior planta FPSO do mundo, com 75 metros de altura e 112 metros de diâmetro, deverá entrar em funcionamento até o final desse ano, operando nas condições extremamente adversas no Mar de Barents, na Noruega. Pertencente ao consórcio Eni Norge (65%) e Statoil (35%), a plataforma vai extrair óleo e gás em alto mar, a 100 km da cidade norueguesa de Hammerfest. Além da extração, a planta armazenará e fará a descarga dos materiais.
Os números impressionantes do equipamento também se replicam em tecnologia e volume de dispositivos empregados, caso dos posicionadores inteligentes fornecidos pela Metso. Fabricados em aço inox, eles foram escolhidos para equipar as quase 900 válvulas de controle pneumáticas, ESD, on-off e de emergência da FPSO. Ao equipar todas as válvulas pneumáticas automatizadas com posicionadores inteligentes da Metso, o consórcio reduz os custos operacionais e de manutenção, agregando, inclusive, a possibilidade de diagnósticos preditivos.
A Goliat é a primeira planta FPSO a ter todas as suas válvulas equipadas com os dispositivos fabricados pela Metso. De acordo com o consórcio proprietário da FPSO, a capacidade de trazer inteligência para qualquer válvula fez da Metso a melhor escolha para o exigente ambiente offshore.  Os incomparáveis diagnósticos e a funcionalidade plug-and-play dos posicionadores de válvulas de aço inox convenceram a Eni Norge e a Statoil de que a Metso poderia ajudá-los a atingir seus objetivos. Para a Metso, o projeto representa sua maior entrega offshore até hoje.
Garantindo o máximo controle da planta
"O diagnóstico superior é um dos maiores ativos do nosso portfólio de produtos. Para os operadores, a interface gráfica de fácil utilização mostra rapidamente como uma válvula específica está funcionando", diz Juha Yli-Petays, Vice-Presidente da linha de negócios de Valve Controls da Metso.
"Graças ao constante monitoramento das condições das válvulas, agora é possível a transferência da análise dos trabalhos de manutenção para um local em terra, eliminando todo trabalho desnecessário de manutenção no local. Isso é especialmente importante em ambientes offshore, onde custos de manutenção não programada podem ser extremamente elevados", completa o especialista.
Ele destaca que todas as válvulas automatizadas da plataforma offshore serão monitoradas online, permitindo que a Eni Norge e a Statoil mantenham máximo controle de toda a planta.
O maior FPSO do mundo dispõe da mais moderna tecnologia
A Goliat deve estar totalmente instalada e em operação até final de 2015, a 100 km a noroeste de Hammerfest, na Noruega, no Mar de Barents. Em fevereiro desse ano, o equipamento já tinha deixado o estaleiro sul-coreano onde foi construído e começou a ser movimentado em direção à costa norueguesa. A planta produzirá óleo e gás e está equipada com as mais  recentes soluções técnicas do mundo, que permitem a operação de forma confiável no clima extremamente frio e na escuridão durante os rigorosos invernos nórdicos.

Indústria offshore upstream
A Metso oferece uma linha exclusiva e completa de válvulas de controle, on-off para aplicações críticas e convencionais, além de válvulas ESD para as indústrias de petróleo e gás.
Os produtos Metso já foram selecionados para grandes projetos, como o Total CLOV na Angola, Chouest nos EUA e Golden Eagle no Reino Unido.
A grande oferta de serviços de controle de vazão da Metso abrange soluções de negócios e serviços que otimizam o uso de equipamentos e custo de propriedade.  Os centros de tecnologia e produção de válvulas da Metso estão localizados na Finlândia, Estados Unidos, Alemanha, China, Coreia do Sul, Índia e Brasil.
A Metso possui mais de 40 centros de serviços de válvulas e dispositivos de campo em todo o mundo.
Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br

Capacidade instalada de energia eólica deve crescer 62% em 2015

Capacidade instalada de energia eólica deve crescer 62% em 2015
Free Images Free Images
A participação da energia eólica na matriz brasileira deve continuar em forte crescimento. A capacidade instalada eólica no Brasil pode alcançar 7.904 MW até o final de 2015. A fonte terá expansão de 62% em comparação ao ano de 2014, com acréscimo de 3.016 MW.

A energia eólica se destaca na matriz elétrica brasileira, e é a fonte que mais cresceu nos primeiros meses de 2015. Entraram em operação comercial de janeiro a março deste ano 781,4 MW em novos empreendimentos eólicos, o que representa 49% do total de 1.594,2 MW de energia nova que entrou em operação no primeiro trimestre de 2015.

Somente em março, foram adicionados 177,6 MW de energia eólica à capacidade instalada brasileira, 34,9% de toda a energia nova que entrou em operação comercial naquele mês.

Em um ano, a capacidade instalada eólica brasileira cresceu 133%. Em março de 2015, 5.703 MW instalados de geração de energia eram oriundos de fonte eólica na matriz brasileira, contra 2.441 MW instalados em março de 2014.

Leilões

Os projetos eólicos também são destaque nos leilões de energia marcados para este ano, com 24.371 MW de potência cadastrada.

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Leilão de Fontes Alternativas 2015, que acontece em 27 de abril, recebeu cadastro de 530 projetos de energia eólica, que totalizam 12.895 MW. Já o  Leilão A-3, marcado para o dia 24 de julho, recebeu 475 empreendimentos, que somam 11.476 MW.

Para novembro deste ano ainda está previsto o 2º Leilão de Energia de Reserva de 2015, que contribuirá ainda mais para o crescimento da energia eólica no país.
Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br

Nova Descoberta na Bacia do Amazonas

Nova Descoberta na Bacia do Amazonas
Agência Petrobras Agência Petrobras
A Petrobras comunica a descoberta de uma nova acumulação de óleo e gás na Bacia do Amazonas, no Bloco AM-T-84.
A descoberta ocorreu durante a perfuração do poço 1-BRSA-1293-AM (nomenclatura ANP), informalmente conhecido como Jusante do Anebá. O poço foi perfurado até a profundidade final de 2.040 metros.
Os primeiros testes realizados no poço comprovaram a presença de óleo leve (de 47° API) e de gás em reservatórios arenosos, que se distribuem no intervalo entre as profundidades de 1.350 e 1.900m.
A Petrobras é a operadora da concessão (60%), em parceria com a Petrogal Brasil (40%).
O consórcio dará continuidade aos trabalhos de avaliação dos reservatórios portadores de óleo e gás.
Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Biomassa espera continuidade na melhoria das condições dos leilões

Biomassa espera continuidade na melhoria das condições dos leilões
Divulgação Shell Divulgação Shell
O preço teto do Leilão A-5, divulgado nesta semana pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pode ser um dos indicadores de que o Governo Federal pretende estimular efetivamente a retomada dos investimentos em bioeletricidade, dentro de uma política setorial dedicada a essa fonte de energia, indo ao encontro das estratégias da Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar para o desenvolvimento da bioeletricidade.

“Esperamos que esse processo de melhoria de preço observado no A-5 deste ano continue nos próximos leilões, garantindo mais previsibilidade ao ambiente institucional e aos investidores em bioeletricidade”. diz Zilmar de Souza, gerente em Bioeletricidade da Unica.

Na última segunda-feira, 30 de março, o preço teto do A-5 foi fixado em R$ 281/MWh para as termelétricas que participarão do certame e de R$ 210/MWh para as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e outros empreendimentos de fonte hídrica com capacidade instalada até 50 MW. Para as hidrelétricas com capacidade a instalar um volume superior a 50 MW, o preço vai de R$ 155 a R$ 201/MWh.

O A-5 será realizado dia 30 de abril e contratará energia de novos projetos para início de suprimento a partir de 1º de janeiro de 2020. Nesse leilão, a biomassa concorrerá por contratos de 25 anos diretamente com as fontes carvão e gás natural em ciclo combinado. Para a fonte hídrica, o contrato de suprimento terá duração de 30 anos.

Para o leilão A-5, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 91 projetos, totalizando 19.826 MW, com a fonte gás natural dominando a oferta com 78% do total (15.439 MW). Carvão representa 11% (2.100 MW) e a fonte hídrica e a biomassa representam apenas 6% cada (1.126 MW e 1.161 MW respectivamente).

Em relação ao preço teto do último A-5, ocorrido em novembro de 2014, houve um acréscimo de 34%. Naquele leilão, o setor sucroenergético conseguiu viabilizar somente seis novos projetos, totalizando 283 MW. “Isso foi equivalente a contratar apenas 90 MW médios em energia, um valor irrisório considerando o potencial do setor”, diz.

Segundo o executivo, a fonte biomassa chegou a comercializar mais de 500 MW médios em um único leilão – o Reserva de 2008. Contudo, de 2009 até 2014, a média de volume de energia vendida nos leilões regulados pela biomassa da cana foi inferior a 100 MW médios por ano. “Isso mostra que precisamos revitalizar essa indústria que já mostrou, com condições institucionais e de preço adequados, ter possibilidade de agregar anualmente, no mínimo, cinco vezes mais o que tem vendido nos leilões atualmente”, aponta Souza.

Neste ano, ainda haverá o Leilão de Fontes Alternativas, em 27 de abril (com preço teto de R$ 215/MWh para a biomassa), e o Leilão A-3, em 24 de julho, que contratará energia para 2018, mas ainda não foi divulgado o preço para as fontes. No Leilão de Fontes Alternativas, a biomassa cadastrou 40 projetos que somam 2.068 MW e no Leilão A-3 um total de 13 projetos que totalizam 604 MW.

“Também está programado para ocorrer, em novembro deste ano, o segundo Leilão de Reserva, contudo somente a eólica e a fotovoltaica poderão participar. Seria outra ótima sinalização se a biomassa também pudesse fazer parte desse tipo de leilão, fato que não acontece desde 2011”, conclui Souza.
Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br

Meio cheio, meio vazio

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Até o final de março, 34 países apresentaram suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) pós-2020 como parte de sua contribuição (veja INDC no site do UNFCC) para o novo acordo climático global. Pouco mais de 15% dos países devem enviar suas contribuições até 1º de outubro, o que representa pouco menos de 30% das emissões globais atuais por incluir 28 países da comunidade europeia (com meta única em conjunto), além da Rússia, dos Estados Unidos e do México.
A meta da União Europeia é reduzir 40% das emissões até 2030 comparado com as emissões de 1990 e depois reduzir, pelo menos, 80% até 2050. No caso dos EUA, a meta é reduzir 26% a 28% até 2025, quando comparado com 2005 e, depois, ampliar para, pelo menos, 80% de redução até 2050. A Rússia se propõe a reduzir 25% a 30% até 2030 em relação a 1990 e não apresenta meta para 2050.
Como os anos base para o cálculo são diferentes (1990 ou 2050) e o ano de chegada também (2025/2030), pode ser difícil compreender o impacto dos anúncios. O gráfico abaixo mostra a trajetória linear das emissões projetadas de acordo com as metas para EUA, EU e Rússia entre 2010 e 2050.
grafico1
Como as emissões atuais da Rússia são muito inferiores as de 1990, em vez de reduzir suas emissões até 2030, o país as aumentaria em 65%. As emissões per capita aumentariam de 11tCO2e para quase 20tCO2e por habitante (a média global é 7tCO2e). Por outro lado, a Rússia tem grande estoque de florestas em crescimento que podem compensar suas emissões entre 20% a 30%, mas, ainda assim, as emissões estariam crescendo até 2030. E mais: presumindo que a Rússia assumisse a meta de 80% de redução até 2050 em relação a 1990, esse esforço resultaria numa emissão de 5,3tCO2e por habitante em 2050, ou seja, ainda muito alta.
No caso dos EUA, a meta implica trajetória compatível com uma expressiva redução entre 2010 e 2050, mas, mesmo assim, o país chegaria com uma emissão equivalente as emissões atuais do Brasil e a uma emissão per capita de 3,5tCO2e por habitante, em 2050. Considerando as dificuldades de aprovação de qualquer legislação e do acordo sobre mudanças climáticas no congresso americano – além do fato de ser um país de rápida transformação quando a proa aponta para um novo rumo –, pode-se afirmar que esta é uma meta ambiciosa.
Mas, a meta da comunidade europeia é ainda mais ambiciosa e indica que, em 2050, no agregado dos países, a emissão per capita seria de 2,4tCO2e por habitante, o que se aproxima mais da necessidade de reduzir a emissão per capita global drasticamente até 2050 (dos atuais 7 tCO2e para algo em torno de 1,5 tCO2e).
Quando observado no agregado, a situação fica mais complicada. Rússia, EUA e EU representam cerca de 14% da população global, mas perfazem cerca de 26% das emissões globais de GEE.
Considerando os níveis mais ambiciosos de suas emissões, de forma agregada, entre 2010 e 2040 eles terão emitido cerca de 30% de tudo que, segundo o IPCC, pode ser emitido entre 2012 e 2100 para termos 66% de chance de limitar o aumento da temperatura média global em 2oC.
O resumo é o seguinte: levando em conta as limitações políticas de cada país, as metas podem parecer ambiciosas, mas do ponto de vista global e climático elas são insuficientes e, de certa forma, pouco justas. Em 2050, estes países terão um bilhão de habitantes e terão consumido 30% do orçamento de carbono e, a menos que as emissões dos outros oito bilhões de habitantes do Planeta se limitem aos outros 70%, vamos estourar o orçamento proposto pelo IPCC.

Até a COP21, em Paris, quando será fechado o novo acordo global de clima, para mantermos chances razoáveis de limitar o aquecimento global em 2ºC, será necessário ampliar o grau de ambição, seja neste primeiro ciclo (2020-2030) ou com sinalizações claras para os ciclos seguintes (2030-2040).
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br

Modelo de exploração do pré-sal pode ser revisto, afirma Braga

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse ontem, durante audiência pública no Senado, que as bases do modelo de exploração das grandes reservas de petróleo do pré-sal podem ser "revisitadas".
Ele não indicou qual deve ser a dimensão das mudanças que podem surgir no setor, mas defendeu a abertura do debate sobre duas premissas adotadas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva: a obrigação de a Petrobras entrar como operadora única, conforme previsto no regime de partilha da produção, e as exigências de política de conteúdo nacional.
O momento mais adequado para começar esse debate, na visão dele, será após as investigações da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF), que apura atos de corrupção na Petrobras.
A manifestação do ministro difere da opinião da presidente Dilma Rousseff, que recentemente fez uma defesa enfática do regime de partilha na exploração do petróleo do pré-sal, reiterada ontem por seus assessores, quando informados da declaração de Braga. Auxiliares da presidente disseram ao Valor que ela mantém a defesa do modelo de exploração e do conteúdo nacional, conforme afirmou segunda-feira, na posse do novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro.
A fala de Dilma naquele evento foi uma reação às críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador José Serra (PSDB-SP) que passaram a defender a revisão do modelo. "Não é coincidência que, à medida que cresce a produção do pré-sal, ressurjam, ainda, algumas vozes que defendem a modificação do marco regulatório que assegura ao povo brasileiro a posse de uma parte das riquezas. Nós não podemos nos iludir. O que está em disputa é a forma de exploração desse patrimônio e quem fica com a maior parte", disse a presidente.
"Em última instância, quem fica com a maior parte, as centenas e centenas de bilhões de reais será a educação e a saúde do nosso país e é isso que está em questão quando olhamos a discussão, estritamente no caso do pré-sal, se o modelo é de partilha ou é de concessão", afirmou Dilma. "Se for de concessão, todos os benefícios de quem extrai petróleo fica para quem extrai. Se é de partilha, é dividido com o Estado. Daí provém o fundo social, o aumento do fundo social e também dos royalties", completou.
A assessoria de Braga não quis comentar a reiterada posição da presidente contrária à revisão do marco regulatório, mas atenuou o significado dos comentários do ministro no Senado: "O ministro falou apenas da possibilidade de discutir as mudanças, sem que ainda houvesse um interesse real de fazer essas mudanças no setor".
Em depoimento aos senadores da Comissão de Infraestrutura, Braga afirmou que "essa revisitação será o principal desafio pós-processo que estamos vivendo com relação à questão da Operação Lava-Jato".
A operação da PF, articulada com o Ministério Público Federal, tem comprometido as expectativas criadas com a atuação da Petrobras como empresa que estará presente em todas as grandes reservas licitadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), com fatia mínima de 30% dos investimentos.
"Acho que o regime de partilha precisa ser revisitado, com a lógica de que a Petrobras deve ser operadora sempre que for do interesse, não dar obrigatoriedade, porque nós não podemos obrigar uma empresa, sem que ela tenha capacidade física e financeira para tanto. Porém, não é esse o momento [com as investigações em curso] nem a questão para debatermos", afirmou o ministro aos senadores.
As investigações também têm prejudicado a continuidade dos trabalhos de empreiteiras nacionais, suspeitas de envolvimento em esquema de corrupção. Essas empresas não têm conseguido entregar as encomendas do setor de petróleo, para que sejam cumpridos os percentuais mínimos de conteúdo nacional.
Braga ressaltou que o governo tem a convicção de que as decisões tomadas em governos anteriores foram acertadas. Segundo ele, a exigência de compra de conteúdo local induz a geração de empregos e estimula a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias.
"O interesse é que possamos criar um arranjo produtivo com inserção tecnológica, para que o Brasil, que é grande produtor de petróleo e possui uma das maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo, e possamos ainda ter uma indústria de base implantada neste país", afirmou Braga.
Na audiência, Braga destacou ainda que o conjunto de regras do modelo de partilha da produção - que assegura à União a propriedade do óleo extraído e remunera as petroleiras sobre o custo de exploração - garantirá fortes investimentos nas áreas de educação e saúde. "Estabelecemos 75% desses recursos para a educação, o que acho extremamente importante, além de outros 25% desses recursos para a saúde", disse.
Apesar de admitir a necessidade de rediscutir o modelo a partir dos efeitos da Operação Lava-Jato, o ministro fez questão de rejeitar a ideia de que o surgimento do escândalo de corrupção está associado às atuais regras do setor. "Essa velha senhora [a corrupção] não é recente e nem é fruto exclusivo do conteúdo nacional ou da lei de partilha. Nós não poderíamos achar que foi a partir dessa legislação que essa distinta senhora se instalou dentro da Petrobras", afirmou o ministro.
Fonte: http://geofisicabrasil.com