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terça-feira, 14 de junho de 2016

Petrobras pode vender fatia da BR Distribuidora

BR Distribuidora
Na esteira da queda do petróleo no mercado internacional e da Operação Lava Jato, que apura um esquema organizado de corrupção na Petrobras, a estatal montou um plano de desinvestimentos para reforçar seu caixa e compensar parte do prejuízo recorde sofrido em 2015, quando a empresa perdeu R$ 34,8 bilhões.
Um dos ativos que podem ser incluídos nessa temporada de vendas é a líder em distribuição de combustíveis no País, a BR.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, tanto empresas do ramo - como a Cosan, sócia da Raízen, que opera a marca Shell no País - e fundos de investimento internacionais teriam interesse no ativo, considerado de qualidade tanto pela posição de liderança quanto por estar presente de forma homogênea em todas as regiões do País.
Existe, no entanto, um descompasso entre o que a Petrobras está disposta a fazer e o que seria suficiente para atrair compradores. A estatal afirmou que pretende se desfazer de uma fatia minoritária do negócio.
No entanto, vários fundos ouvidos pela reportagem afirmaram que a BR Distribuidora só atrairia interesse caso o novo sócio tivesse o controle.
Isso ocorre porque, segundo fontes, especialmente depois da crise de imagem sofrida pela Petrobras, os investidores estão pensando duas vezes antes de ficarem subordinados ao conselho da empresa ao definir estratégias de negócio.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

sábado, 11 de junho de 2016

Tecnologias de exploração e integração de métodos geofísicos

A Sociedade Brasileira de Geofísica promoverá em 30/06 a palestra "Tecnologias de exploração e integração de métodos geofísicos”, ministrada por Luiz Braga (Invision).

  • Data: 30 de Junho de 2016 (quinta-feira), às 17h30min.
  • Local: Sede da SBGf –
  • Endereço: Av. Rio Branco, 156, sala 2509, Centro, Rio de Janeiro. 
Inscrições gratuitas pelo e-mail assistente@sbgf.org.br. Vagas Limitadas.

Fonte: http://geofisicabrasil.com/

Minicurso ABGP: Pressão de Poros para Exploração de Petróleo

abgp minicurso pressao de poros
abgp pressao de poros julio garcia carvalho
A Associação Brasileira de Geólogos de Petróleo - ABGP promove o minicurso "Pressão de Poros para Exploração de Petróleo", que será ministrado pelo Dr. Julio Garcia Carvalho, de 14 a 16 de junho de 2016, das 9h às 17h, no Rio de Janeiro.

Descrição

Objetivos Gerais

O curso em questão tem como objetivo a apresentação e familiarização dos participantes com os principais aspectos relacionados à pressão do fluido no espaço poroso das rochas sedimentares, os mecanismos geradores de pressões anormalmente altas e a identificação dos regimes de pressão.

Objetivos específicos

A ênfase será concentrada na predição de regimes de pressão normal e alta em ambientes siliciclásticos. Serão apresentados métodos de calibração da pressão com atributos de poços e considerações acerca da influência da história da bacia sobre os regimes de pressão de poros no atual momento.

EMENTA

Conteúdo

  • Definição de pressão de poros
  • Conversões de unidades
  • Mecanismos de pressurização – desequilíbrio de compactação, geração de HC, efeito centroide, flutuação
  • Retenção e dissipação de pressão – permeabilidade
  • Métodos para estimativa/predição de pressão de poros, Eaton e Bowers
  • Tendências de compactação de rochas siliciclásticas – processos mecânicos e químicos – efeitos da temperatura
  • Perfis elétricos e velocidade sísmica
  • Parâmetros Geoquímicos, COT e reflectância da vitrinita
  • Medidas de pressão e suas incertezas
  • Perfuração underbalance, kicks, perfis de gás e fluido de perfuração
  • Considerações sobre a história da bacia – três casos:
  1. transferência por falhas
    (Skar et al 1999)
  2. compactação química
    (Sargent et al 2015)
  3. gás de centro de bacia
    (AAPG Memoir 38)

Outras informações

Geofísica Brasil

Fonte: http://geofisicabrasil.com/

ANP realiza estudo geológico na Bacia do Paraná

ANP realiza estudo geológico na Bacia do Paraná
Cortesia YPF Cortesia YPF
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está realizado uma pesquisa sísmica na Bacia Sedimentar do Paraná, que abrange municípios dos estados do Paraná e São Paulo. A pesquisa realizada não agride o meio ambiente e nem tem relação com fraturamento hidráulico ou gás não convencional ("gás de xisto").
A ANP tem a atribuição legal de fazer estudos geológicos para aumentar o nível de conhecimento sobre as bacias sedimentares brasileiras. Uma bacia sedimentar é uma depressão da crosta terrestre onde se acumulam rochas sedimentares que podem ser portadoras de petróleo ou gás, associados ou não.
Esse projeto foi contratado pela ANP em 2015. Insere-se no Plano Plurianual de Estudos de Geologia e Geofísica da ANP, que é um programa de aquisição sistemática de dados geológicos e geofísicos para aumentar o conhecimento das bacias sedimentares de nova fronteira. Os recursos financeiros advém do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC).
Essa pesquisa sísmica utiliza caminhões vibradores que emitem vibrações (ondas sonoras) em pontos pré-determinados ao longo das rodovias envolvidas na locação do projeto. Essas ondas atravessam as rochas que ocorrem em subsuperfície, são refletidas e retornam para a superfície, onde são registradas em equipamentos específicos, denominados geofones. A partir do tempo de viagem das ondas sonoras e posterior tratamento dos dados, são geradas imagens do subsolo. Nessas imagens é possível identificar e rastrear as camadas rochosas que ocorrem em subsuperfície. A pesquisa possibilita avaliar se a configuração é ou não adequada para a geração e acumulação de petróleo ou de gás natural.
A pesquisa sísmica com caminhões vibradores é realizada em estradas federais, estaduais e municipais. A área do estudo inclui 177 municípios do Estado do Paraná e em 90 municípios do Estado de São Paulo.
Os dados adquiridos serão inteiramente públicos e, após a conclusão do projeto, estarão disponíveis para consulta no BDEP (Banco de Dados de Exploração e Produção da ANP - www.bdep.gov.br).
A Bacia Sedimentar do Paraná possui inúmeros indícios da ocorrência de petróleo e gás natural, mas ainda não possui campos produtores. Por isso, essa pesquisa tem por objetivo aumentar o conhecimento geológico e sobre o potencial petrolífero dessa grande bacia sedimentar. Importante registrar que o estudo da ANP é regional e pesquisas mais detalhadas são necessárias para identificar possíveis acumulações de petróleo, pois a sísmica é um método indireto de pesquisa. Somente com a perfuração de poços é que se pode comprovar a presença de petróleo.

Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br/

Marco Regulatório do Pré-sal: o que muda no governo Temer, por Julia Mota

Marco Regulatório do Pré-sal: o que muda no governo Temer, por Julia Mota
Divulgação Divulgação
O novo presidente em seu discurso de posse enfatizou a importância de se restringir ao máximo a atuação do Estado na economia aos setores fundamentais: saúde, segurança e educação, e incentivar a iniciativa privada a investir e atuar nas outras áreas. Mencionou também a importância de se manter a Operação Lava-Jato e a apuração dos desvios. Um discurso liberal e o apoio da maioria do Congresso. O governo Temer estaria com a faca e o queijo nas mãos para mitigar a crise no setor de petróleo e gás no Brasil?
A crise no setor é global, mas há dever de casa urgente a ser feito. Salvar a Petrobras é a primeira tarefa hercúlea. O uso irresponsável da estatal pelo governo do PT, como instrumento de combate à inflação – por meio da contenção dos preços do combustível; a ingerência política em seus programas de investimentos; a gestão imprudente de recursos e, sobretudo, o amplo esquema de corrupção que desviou bilhões para cofres de partidos políticos e contas bancárias de políticos, funcionários, empresários e lobistas, contribuíram para uma monstruosa dívida de 100 bilhões de dólares. Para combater os males da empresa, além de um choque de gestão e de governança, inevitáveis, o programa de desinvestimento gigantesco, que está em curso, deve continuar. Mas o governo também precisa tomar medidas para adequar o regime jurídico a esse novo cenário.
O governo deve entender que o mundo do petróleo mudou. Com novas tecnologias de perfuração e fraturamento, os produtores americanos de petróleo de xisto foram pioneiros em um novo modelo de negócio que tornou possível aumentar a produção em tempo recorde, com investimento bem menor que com métodos convencionais. Muito em função disso, os Estados Unidos aumentaram a produção de petróleo em 66% ao longo dos últimos cinco anos, tornando-se o maior produtor de petróleo e gás natural do mundo, em 2015.
Por outro lado, a comunidade internacional assumiu compromisso, recentemente, em Paris, de investir em turbinas eólicas e painéis solares. Devido aos avanços tecnológicos e incentivos dos governos, o custo das energias renováveis caiu. O preço dos painéis solares nos Estados Unidos, por exemplo, caiu 70% por cento desde 2009, e cortes ainda mais acentuados devem ocorrer nos próximos anos.
Projetos como o oleoduto Keystone XL, na America do Norte, rejeitado pela administração Obama, têm sofrido enormes protestos pelo impacto ambiental, e tornam-se consideravelmente menos atraentes quando os preços do petróleo estão abaixo de US$ 60 o barril.
MARCO REGULATÓRIO ATUAL
Desde 2010, vigora no Brasil um regime regulador misto para a exploração e produção de petróleo e gás natural. A Lei nº 12.351, promulgada em 22/12/2010, estabeleceu no país, para as áreas não licitadas do polígono do pré-sal e outras estratégicas, o regime de partilha da produção. Para todo o restante do território, cerca de 98% da área total das bacias sedimentares brasileiras, continua em vigor o regime de concessão estabelecido pela Lei nº 9.478, de 6/8/1997.
A Lei 12.351 de 2010 determina que a Petrobras seja a operadora exclusiva de todas as atividades de exploração do pré-sal. O vencedor de processo licitatório é obrigado a constituir consórcio com a Petrobras e com a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), empresa pública criada para gerir contratos de partilha de produção.
CONCESSÃO X PARTILHA
O regime de concessão é responsável por pelo menos a metade da produção mundial de petróleo e gás natural. É o mais seguro para as petrolíferas e preferido por elas. No regime de concessão, a empresa ou consórcio contratado pela União assume o risco exploratório. No caso brasileiro, as empresas são contratadas por meio de licitações públicas, com regras claras e processos transparentes. É da empresa também concessionária o risco de investir e não encontrar petróleo ou gás natural. Em compensação, tem a propriedade de todo o óleo e gás descoberto e produzido na área concedida. Por esse modelo de contrato, a receita para o Estado vem através de participações governamentais (taxas), tais como o bônus de assinatura (na assinatura do contrato), o pagamento pela retenção de área (no caso dos blocos terrestres), royalties e, em caso de campos de grande produção, participação especial, pagos pela empresa concessionária
Já o regime de partilha é o preferido de países não desenvolvidos e com grandes reservatórios de petróleo e gás. Ele confere controle direto da atividade pelo Estado, que fica com todo ou parte do petróleo e gás produzido. Dentre as vantagens em se ter o Estado como controlador da produção estão o poder de controlar melhor o ritmo da produção, manejar diretamente a venda do petróleo para o exterior e poder planejar o setor como engrenagem de uma política industrial mais ampla.
Defensores do modelo de concessão, no entanto, falam em maior diversidade e atração de capital e argumentam que o governo federal também conseguiria desenvolver uma política industrial em regime de concessão, desde que o fizesse de forma transparente em relação aos contratos com as empresas.
TENDÊNCIAS
Provavelmente o mercado petroleiro nunca mais será o mesmo. Os países dependentes de petróleo estão em desespero e precisam se adaptar para evitar um colapso econômico.
No Brasil, para explorar as jazidas do pré-sal, são necessárias tecnologias muito caras e sem viabilidade econômica, em épocas de preços baixos. Além disso, considerando a situação da Petrobras, é evidente que se deva estimular a participação de outras empresas na exploração do pré-sal.
Nesse sentido, já encontra-se em trâmite o Projeto de Lei nº 4567/2016, cuja proposta original é de autoria do senador José Serra, para alterar a Lei nº 12.351, de 22 de dezembro de 2010. O projeto retira a exclusividade obrigatória da Petrobras como operadora do pré-sal, permitindo que outras empresas também possam ser responsáveis por tais atividades. A Lei desobriga a estatal a participar com pelo menos 30% dos investimentos em todos os consórcios de exploração da camada, constituindo apenas uma faculdade.
Apesar da grande repercussão e do amplo debate no Senado Federal, o Projeto de Lei foi aprovado em 24 de fevereiro de 2016 e seguiu para a Câmara dos Deputados, onde se encontra atualmente.
A Petrobras terá o direito de preferência para atuar como operador e possuir participação mínima de 30% (trinta por cento) nos consórcios formados para exploração de blocos licitados no regime de partilha de produção, nas áreas definidas pela ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, e oferecidas para exploração pelo Conselho Nacional de Política Energética.
Nessas áreas, consideradas estratégicas pelo governo, a Petrobras deverá participar com o percentual mínimo de 30% dos investimentos. O que não for considerado estratégico será colocado em leilão e poderá ser explorado e operado por qualquer empresa que ganhe a licitação. O Projeto de Lei visa conferir à petroleira a possibilidade de selecionar seus investimentos, não constituindo mais uma obrigação.
Isso protege o interesse estratégico da companhia, a desincumbindo da obrigatoriedade de investimento, como ocorre sob a égide da Lei 12.351/2010.
Mais do que essa alteração, podemos inclusive vislumbrar no futuro o fim do regime de partilha, com o retorno ao regime de concessão para todos os campos, caso o governo realmente se empenhe na redução efetiva do intervencionismo estatal.
Ajustes também são esperados nas regras de conteúdo local. Hoje, por questão de viabilidade, a Petrobras tem transferido uma série de encomendas de plataformas e navios para estaleiros estrangeiros, e está buscado empreiteiras estrangeiras para atender sua demanda urgente em projetos de maior complexidade, como o gasoduto Rota 3 e o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). Essas mudanças estratégicas devem ser consideradas ao se analisar e adequar as regras de conteúdo local. O estímulo à indústria local é crucial para o desenvolvimento do setor, mas sem perder de vista que a Petrobras precisa ter acesso a fornecedores com capacitação e preços realistas.
Também devem ser avaliados os regimes especiais de tributação para o setor: de que forma eles têm favorecido ou não os investimentos, tendo sempre em mente o estímulo ao investimento e à indústria locais.
A Petrobras deve alienar ativos que não lhe são rentáveis, como os pequenos campos onshore, o que estimularia o investimento privado, fundamental na redução da dependência dos fornecedores de bens e serviços da Petrobras. Essa crise mostrou a grave consequência dessa exclusividade para a economia dos Estados produtores. Quem tem um cliente só pode não ter nenhum de uma hora para outra. Que esses erros não se repitam.
E mais do que tudo: o investidor precisa de segurança jurídica e política. O resgate da confiança será fundamental para a retomada do papel do Brasil como local promissor para negócios no setor de petróleo e gás.

Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br/

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Presidente da Petrobras diz que apoia revisão da Lei de Partilha

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a empresa apoia a revisão da Lei de Partilha com a substituição da obrigatoriedade de participação com pelo menos 30% dos investimentos em cada campo de exploração do pré-sal pelo direito de preferência, de acordo com a avaliação de onde é melhor fazer parte do negócio.
Parente disse que o Brasil e a Petrobras “não podem se dar o luxo de esperar tempo demais” e que é necessário levar o pré-sal a seu potencial máximo, sem se prender a amarras dogmáticas. Se se  considerar a situação financeira atual, se a exigência de participação de 30% permanecer, disse ele, a consequência será retardar, sem previsão de prazo, a exploração plena do potencial do pré-sal.
“Essa obrigação retira a liberdade de escolha da empresa de somente participar na exploração e produção dos campos que atendam seu melhor interesse. Mantida essa obrigação, a empresa pode se ver forçada a participar de empreendimentos que, segundo a sua própria avaliação, não seriam prioritários naquele momento ou mesmo que não teriam viabilidade econômica, o que será imperdoável em uma empresa listada em Bolsa [de Valores] e com milhares de acionistas”, acrescentou Parente, em discurso ao receber o cargo de presidente da Petrobras.
Ele informou que, no dia 8 de maio, a empresa e seus parceiros atingiram pela primeira vez a marca de 1 milhão de barris de petróleo produzidos na área do pré-sal e disse que tal patamar merece ser comemorado. “Esse número representa 40% da produção operada pela Petrobras no Brasil, volume que iguala aquele alcançado pelo país em 1998, após 45 anos de atividades. O pré-sal já é uma realidade, mas tem muito mais a proporcionar.”
Parente reafirmou que a definição da política de preços da Petrobras é resultado de análise empresarial e que não cabe ingerência política, o que faz parte da visão clara a respeito da gestão da empresa que foi apresentada a ele pelo presidente interino Michel Temer. “Compartilhamos da visão de que a empresa tem de estar sempre livre de qualquer tipo de pressão política e protegida de qualquer agenda partidária e eleitoral.”

Lava Jato

O novo presidente da Petrobras lembrou que a empresa movimenta 13% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produtos no país) brasileiro e que a lista de desafios da empresa é grande, mas prometeu recuperar a imagem da companhia, atingida por denúncias de corrupção e investigações da Operação Lava Jato.
Embora tenha reconhecido que houve avanços na área de governança durante a gestão do ex-presidente Aldemir Bendine, para melhorar a imagem da companhia, Parente disse que é preciso aprofundar o trabalho. Segundo o executivo, a euforia e o triunfalismo do discurso de anos recentes não servem para esconder o “verdadeiro descalabro” que vitimou a companhia.
“A Petrobras foi vítima de uma quadrilha organizada para obter os mais escusos, desonestos, antiéticos e criminosos objetivos. Crimes foram praticados por pessoas que se valeram de seus cargos para sustentar seus projetos pessoais de riqueza e poder”, afirmou Parente. Ele ressaltou, porém, que a empresa continuará a contribuir de “maneira irrestrita e incansável" com a Operação Lava Jato. "Como vítimas, somos os maiores interessados na total elucidação de todos os crimes e na sua reparação.”

Capitalização do Tesouro

Parente disse que não gosta da visão de que, para sair da difícil situação financeira em que se encontra a Petrobras, seria necessário o Tesouro Nacional capitalizar a empresa. Para ele, esse processo prejudicaria o contribuinte brasileiro, porque no final vai ser ele a pagar a conta da dívida.
“Joga-se nas costas do contribuinte brasileiro a solução de um problema que ele não ajudou a criar e em relação ao qual, pelo contrário, se sente revoltado”, afirmou. “Vamos buscar e encontrar saídas que não sejam a injeção direta de capital do Tesouro na Petrobras.”

Conteúdo local

Na opinião de Parente, a política de conteúdo local adotada pela empresa precisa prevalecer pela competência, e não pela reserva de mercado que, ao contrário só tem apresentado resultados pífios, principalmente nos prazos de entrega. Ele defendeu uma política de conteúdo local capaz de tornar o setor industrial competitivo globalmente e disse que a empresa pode ajudar muito com sua escala, enfatizando que é preciso incentivar a inovação, as parcerias, a produção com qualidade, além de custos e prazos adequados.
Dirigindo-se aos empregados da empresa, Parente prometeu se empenhar para garantir a segurança no trabalho para evitar ferimentos e até mortes de colaboradores. “A segurança tem que ser um valor absoluto.” Ele defendeu ainda o diálogo com os funcionários e afirmou que a participação de entidades de classe é fundamental e bem-vinda.

Fonte: http://geofisicabrasil.com/

ONU: Senai é uma das principais instituições educacionais do hemisfério Sul

ONU: Senai é uma das principais instituições educacionais do hemisfério Sul
Cortesia Senai Cortesia Senai
A Organização das Nações Unidas (ONU) apontou o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) como uma das três mais importantes instituições para alcance do objetivo de assegurar educação de qualidade entre os integrantes da Cooperação Sul-Sul – mecanismo de países emergentes do hemisfério destinado a dar respostas conjuntas a desafios comuns. O trabalho desenvolvido pelo SENAI é citado na publicação Boas Práticas em Cooperação Sul-Sul e Triangular para o Desenvolvimento Sustentável, lançada, na semana passada, pelo Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul.
A publicação destaca o compromisso do SENAI com a oferta de cursos de qualidade em 28 áreas tecnológicas, de forma presencial e a distância, alinhada com as necessidades da indústria. O documento cita, entre outros, o programa SENAI de Tecnologias Educacionais, que investiu no desenvolvimento de aplicativos para smartphones e tablets destinados a seus alunos, como exemplo do comprometimento da instituição com novas práticas pedagógicas. “O SENAI oferece uma ampla e experiente rede de formação, conectada a indústrias e países, com o objetivo de treinar mão de obra qualificada, tecnológica e produtiva”, afirma o documento.
A ONU elogia as ações do SENAI de estímulo à inovação nas empresas por meio de consultoria técnica e pesquisa tecnológica, e iniciativas como o programa de certificação de pessoas, estudos de prospecção para oferecer cursos exigidos pelo mercado, a expansão da rede de educação à distância, a capacitação de docentes, o sistema de avaliação de ensino e o investimento constante em infraestrutura de ponta. “Sua contribuição para mundo do trabalho é consistente com as principais políticas públicas de educação técnica e qualificação profissional”, ressalta o capítulo dedicado ao SENAI.
PAPEL INTERNACIONAL - O documento realça ainda o papel internacional da instituição, que administra centros de formação profissional em nove países. “Em seus 73 anos de história, o SENAI qualificou mais de 61 milhões de trabalhadores e educou mais de 50 mil pessoas por meio de cursos à distância. A cada ano, a instituição atrai mais de 3 milhões de estudantes de países em desenvolvimento, especialmente de países africanos de língua portuguesa, e 80% dos seus alunos encontram emprego”, afirma o estudo. “O SENAI é um dos principais atores brasileiros da Cooperação Sul-Sul e tem sido internacionalmente reconhecido como um modelo de educação e treinamento profissional na América Latina”.
Para o gerente de Relações Internacionais do SENAI, Frederico Lamego, a escolha feita pelo Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul é uma forma de valorizar o papel internacional da instituição em favor da educação. “É um reconhecimento das Nações Unidas do trabalho de qualidade que o SENAI tem feito em prol da educação em várias partes do mundo, sobretudo na África e na América Latina, por meio dos nove centros de formação profissional que nós já implantamos, e, em breve, do décimo, que estamos implantando no Haiti”, avalia. “É também um indicativo para as empresas brasileiras que estão indo para fora de que vão poder contar cada vez mais com mão de obra qualificada a partir do know-how do SENAI nesses países.”
O SENAI implantou centros de formação profissional na Guatemala, Peru, Guiné Bissau, Paraguai, Cabo Verde, Jamaica, São Tomé e Príncipe, Angola e Timor Leste. Mantém ainda parcerias com 53 instituições internacionais como o British Council, do Reino Unido, o Massachussetts Institute of Technology, dos Estados Unidos, o Swedisth ICT, da Suécia, o instituto alemão Fraunhofer, entre outros.

Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br/